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·23 de marzo de 2026

Cotia: a solução mal explorada do São Paulo

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Foto: Marcos Ribolli

Cotia sempre foi uma das soluções para muitos dos problemas do São Paulo, sendo conhecida por sempre revelar “joias” ao profissional. Porém, nos últimos anos, o mau aproveitamento da base, tanto na questão de vendas quanto na utilização e transição dos jogadores no profissional, vem chamando a atenção. 


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Em 2025, por exemplo, o clube fez vendas com valores no mínimo questionáveis, de jogadores de extrema qualidade, que foram subaproveitados, não possuindo muitas chances no profissional nem tempo para render frutos maiores ao clube. Um desses casos foi o de William Gomes, que disputou apenas 20 jogos no profissional, sendo que alguns foram vindo do banco. O garoto, que mesmo jogando pouco acabou fazendo 3 gols e dando uma assistência, ainda assim foi vendido rapidamente, sem uma sequência concreta no time titular. 

William foi vendido por 9 milhões de euros, e o São Paulo manteve 20% de seu passe valores considerados baixos na época, uma vez que se trata de um jogador de extrema qualidade e que vem demonstrando isso no Porto, assumindo a camisa 7 da equipe portuguesa e recebendo diversas sondagens atualmente. 

Ao contrário do que foi feito com William e nomes como Alves, Lucas Ferreira e Henrique, em 2023 o São Paulo soube lapidar uma joia que possuía: o zagueiro Beraldo, que já treinava entre os profissionais desde 2022. Foi peça fundamental para a conquista da Copa do Brasil, titular durante a campanha e extremamente seguro. Após se consolidar no profissional, foi vendido por 19 milhões de euros. 

Isso demonstra que, muitas vezes, a pressa em vender um jogador da base é extremamente prejudicial ao clube, visto que William foi vendido por 10 milhões de euros a menos, sendo um ponta. Beraldo foi negociado por um valor considerável já tendo dado frutos à equipe profissional, o que era esperado que acontecesse com os vendidos posteriormente, mas o contrário aconteceu. 

O melhor movimento que um clube com uma base muito bem estruturada, como o São Paulo, pode fazer é lapidar o jogador, subi-lo ao profissional e deixá-lo render frutos em campo para, depois disso, pensar em uma boa venda. Principalmente em um clube com uma dívida alta, que visa arrecadar o máximo possível, isso deveria ser regra. No entanto, o São Paulo vem fazendo o oposto com diversos jogadores. 

Outro caso é o do lateral Ângelo, considerado uma das grandes promessas de Cotia, que foi vendido sem ao menos jogar no profissional. O valor foi de 5 milhões de euros, com uma cláusula de mais 2 milhões caso atue dois mil minutos antes de deixar o clube, valor consideravelmente baixo devido ao enorme potencial do lateral tricolor. 

Atualmente, há uma preocupação por parte da torcida em relação à utilização dos jogadores que restaram dessa geração campeã da Copinha em 2025 e vice em 2026. Isso porque, com Crespo, a utilização da base já não era frequente, e tem piorado após a chegada de Roger Machado, que vem cortando alguns jovens até mesmo do banco de reservas. 

Isso aconteceu, por exemplo, com Lucca, que não joga há algum tempo e anteriormente já havia demonstrado muita qualidade quando foi acionado em alguns jogos. O elenco chega a ser relacionado com três zagueiros no banco, enquanto os jovens são cortados, o que só aumenta a chance de novos “casos William Gomes”. 

Com a antiga comissão técnica, após a Copinha, chegou-se a dizer que Allan Barcelos integraria a comissão para ajudar na transição desses jovens, mas isso não ocorreu. Crespo foi demitido, e a situação parece ter voltado à estaca zero. 

Fato é que, enquanto o São Paulo não lapidar seus diamantes e extrair o melhor possível deles, a tendência é que a realidade do clube piore cada vez mais. A solução para a situação financeira do Tricolor passa por Cotia e por um olhar mais cuidadoso com os profissionais que a integram. Sem mudanças, Cotia deixa de ser solução e passa a ser apenas um ativo mal explorado. 

Fonte dos valores de transferências: Globo Esporte (GE)

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