Jogada10
·27 de junio de 2026
Eleições no São Paulo começam a virar pauta nos bastidores, sem concorrentes definidos

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A eleição presidencial do São Paulo está marcada para a primeira quinzena de dezembro, mas a sucessão no Morumbis já mobiliza os bastidores do clube. Antes da definição do novo presidente para o triênio 2027-2029, situação e oposição terão pela frente duas etapas consideradas decisivas. A primeira será a escolha de dez novos conselheiros vitalícios, entre julho e agosto. A segunda é a eleição de 100 conselheiros na segunda quinzena de novembro.
Atualmente, o Conselho Deliberativo possui 249 integrantes, embora o estatuto preveja 260 cadeiras. Divididos entre nove grupos políticos e um grupo de independentes, os conselheiros serão responsáveis por eleger o próximo mandatário tricolor. O cenário interno mudou de forma significativa após o impeachment de Julio Casares, em janeiro, movimento que intensificou as articulações e alterou o equilíbrio de forças dentro do clube.
Hoje, seis grupos sustentam a gestão de Harry Massis: Vanguarda, Legião, Participação, Sempre Tricolor, Somos SPFC e Super. Juntos, eles reúnem cerca de 140 conselheiros. A oposição, formada por Força, Salve o Tricolor Paulista e Novo São Paulo, conta com aproximadamente 90 integrantes. Já os 19 independentes não atuam de maneira uniforme e costumam dividir votos entre os dois blocos.

Harry Massis estuda concorrer a presidência do São Paulo – Foto: Reprodução / Instagram
Apesar da vantagem numérica da situação, o quadro ainda pode sofrer alterações. A eleição dos novos conselheiros vitalícios é vista internamente como estratégica para a disputa presidencial. Dos 260 assentos previstos no estatuto, 160 pertencem a membros vitalícios, que participam de forma permanente das votações mais relevantes do clube, incluindo a escolha do presidente.
Neste ano, dez vagas estarão sendo abertas. Número que, segundo o estatuto, permite a realização de nova eleição para o cargo. Apenas associados com pelo menos 20 anos de vínculo com o São Paulo podem concorrer. O Conselho Consultivo tem a atribuição de indicar até dois terços dos candidatos, limitado a uma lista de 40 nomes submetida posteriormente ao Conselho Deliberativo.
Nos bastidores, há a percepção de que o Conselho Consultivo tende a indicar uma maioria de nomes alinhados à oposição, cenário que poderia diminuir a margem de vantagem hoje existente da situação.
Enquanto isso, os grupos políticos ainda discutem nomes para a presidência. Harry Massis mantém o discurso de que assumiu o cargo de forma transitória, embora não descarte concorrer a um mandato completo. Outra alternativa do grupo governista é Adílson Alves Martins. Empresário, conselheiro vitalício e coordenador do grupo Sempre Tricolor, ele atua desde março como assessor financeiro da presidência.
Do lado oposicionista, ainda não há consenso. Daurio Speranzini, Marcelo Marcucci Portugal Gouvêa e Flávio Marques aparecem entre os nomes debatidos, mas os grupos seguem em busca de um entendimento sobre a possibilidade de lançar uma candidatura única para enfrentar a situação em dezembro.
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