Gazeta Esportiva.com
·17 de enero de 2026
Entenda próximos passos do processo de impeachment de Casares no São Paulo

In partnership with
Yahoo sportsGazeta Esportiva.com
·17 de enero de 2026

O Conselho Deliberativo do São Paulo se reuniu na noite da última sexta-feira no Morumbis e decidiu aprovar o pedido de impeachment do presidente Julio Casares. Com isso, o dirigente foi afastado do cargo de maneira imediata.
Mas, quais são os próximos passos do proceso? A Gazeta Esportiva explica os detalhes abaixo:
Com o afastamento de Casares, Olten Ayres, presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, terá que definir uma data para a Assembleia Geral dos Sócios, última instância do processo de destituição que conta com a participação dos associados do clube.
Casares permanecerá afastado de suas funções até a divulgação do resultado final da Assembleia Geral. Se os sócios endossarem que ele deve deixar o cargo, o mandatário será definitivamente destituído. Por outro lado, se os associados forem contra o impeachment, ele retorna à cadeira presidencial normalmente.
Se Julio Casares for definitivamente destituído da presidência após a Assembleia Geral dos Sócios, perderá o restante do mandato, que iria até o fim de 2026. No entanto, ele se manteria como associado do clube e estaria apto a concorrer a qualquer outro cargo em uma eleição futura.
Porém, existe a possibilidade do rito não acontecer. Aliados de Casares indicam que o presidente afastado pode renunciar ao cargo nas próximas horas.

(Foto: Divulgação/São Paulo)
Quem assume a presidência do São Paulo de forma interina é o vice-presidente da atual gestão, segundo consta no Estatuto Social do clube. Neste caso, o sucessor imediato é o vice Harry Massis Júnior, que está no cargo desde 2021.
Conforme o Estatuto do São Paulo, Massis Jr. ficará no clube até o término do mandato do presidente afastado. Ou seja, ele comandará o Tricolor até o fim de 2026.
Harry Massis Júnior, de 80 anos, é empresário e sócio do São Paulo desde 1964. Conselheiro vitalício do clube, o profissional já exerceu diferentes funções no Tricolor. Entre 2001 e 2002, por exemplo, atuou como diretor adjunto de futebol. Também já foi diretor adjunto adminstrativo entre 1992 e 1993.
Harry Massis Jr. terá decisões importantes a serem tomadas logo nos primeiros dias de sua gestão interina. Além de negociações em andamento, como a possível ida do meio-campista Alisson ao Corinthians, o presidente terá que decidir como ficará a estrutura do departamento de futebol.
Atualmente, o setor é chefiado pelo executivo Rui Costa. Porém, Márcio Carlomagno, superintendente geral do clube e ‘braço direito’ de Julio Casares, também vinha frequentando o CT da Barra Funda. Resta saber qual será o futuro do profissional.

(Foto: André Costa/Gazeta Press)
Massis é tido como uma figura “tranquila e conciliadora”. Em seu primeiro discurso como presidente interino do São Paulo, ele prometeu trabalhar para “proteger a instituição”.
Ao todo, 235 conselheiros compareceram à reunião que aprovou o impeachment de Julio Casares, que teve o nome envolvido em vários escândalos recentes. Foram 188 votos a favor da destituição e 45 contra, além de dois votos em branco. O clima do encontro foi cordial. Inicialmente, Casares e seus advogados se defenderam perante o Conselho. Em seguida, os signatários do pedido de impeachment também argumentaram.
Do lado de fora, entretanto, houve muita pressão. Torcedores do São Paulo protestaram com faixas e fogos de artifício nos arredores do Morumbis pedindo o impeachment de Julio Casares.
A pressão sobre Casares cresceu com o desenrolar dos últimos fatos. Diante das polêmicas divulgadas na imprensa e os casos investigados pela Polícia Civil, torcedores fizeram fortes manifestações contra o presidente. Principais organizadas do São Paulo, a Independente e a Dragões da Real exigiram a renúncia antes mesmo da votação de impeachment ser marcada.
En vivo









































