AVANTE MEU TRICOLOR
·22 de abril de 2026
Era para golear, mas São Paulo não aproveita expulsão, perde até pênalti e faz só o mínimo contra o Juventude

In partnership with
Yahoo sportsAVANTE MEU TRICOLOR
·22 de abril de 2026

Adversário frágil, de segunda divisão e que veio ao Morumbi com uma proposta meramente defensiva. Tudo isso já seria suficiente para o duelo contra o Juventude na noite desta terça-feira (21), no Morumbi, apaziguar um pouco que seja os ânimos da torcida contra Roger Machado e Rui Costa.
Mas, a bem da verdade, o fato é que a vitória do São Paulo por 1 a 0 no duelo de ida dos 16avos da Copa do Brasil serviu mesmo para deixar um gosto de quero mais e talez aumentar a insatisfação. Placar magro ante um adversário que teve jogador expulso e que até pênalti foi perdido. A prova veio no final, com vaias ao time e ofensas.
Tudo bem, pragmaticamente falando, cumpriu-se o deve de casa. O Tricolor agora só precisa de um empate na volta, em 13 de maio (quarta-feira), às 19h (de Brasília), em Caxias do Sul (RS), para se classificar às oitavas. Mas era para essa vantagem ser muito maior.
A inusitada escalação de Roger, cheio de desfalques principalmente no meio-campo, demorou a se encaixar . Foram 25 minutos iniciais de um time que sofreu para construir ofensivamente, amarrado na teia defensiva dos gaúchos e que quando tinha lapsos de criatividade e impressão de volume de jogo, acabava parado com faltas.
Mas, sejamos honestos, Roger enxergou as coisas e mudou algumas peças. Cauly passou a buscar mais o jogo na defesa, desafogando principalmente Danielzinho, confundiu a marcação do Juventude e Artur surgiu como uma válvula de escape interessante pela direita.
Aos 31, o cenário já era completamente favorável ao São Paulo, dominante em todas as ações e com mais profundidade e alternância de jogo. Era o cenário ideal para desafogar as coisas e marcar um gol. E assim aconteceu. Artur, em uma das escapadas, cruzou na medida para Luciano desviar de cabeça e marcar.
Em outros tempos, dizia-se que a porteira estava aberta. E aí residiu os problemas do Tricolor. Que criou em profusão, mas não aproveitou. Aos 39, Artur, sozinho na área, não conseguiu completar um cruzamento. Na jogada seguinte, foi a vez de Cauly avançar sozinho cara a cara com o goleiro e errar a finalização.
Se faltava um empurrãozinho para o time são-paulino, o próprio Juventude tratou de dar a mãozinha. Na volta do intervalo, aos 2, Diogo Barbosa deu um carrinho criminoso em Luciano e foi expulso após sugestão do VAR.
Um a mais em campo, 65% de posse de bola e tática do adversário destruído. Era hora de ir à forra, era hora de chutar a crise… Mas nada aconteceu. As chances seguiam sendo criadas, mas nada de concretizá-las. Aos 17, Artur acertou a trave após cobrança de escanteio. No rebote, Calleri teve tempo de ajeitar a bola e mirar. Mas o goleiro defendeu o chute.
Por si só essa sequência já era para tirar o torcedor do sério, mas o lance mais inacreditável veio aos 29, quando Danielzinho e Luciano tabelaram e serviram na medida para Calleri, sozinho e de frente para o gol, chutar por cima da meta.
Como até o juiz deve ter se irritado com o desperdício de oportunidades do Tricolor, aos 42 ele marcou pênalti após o VAR apontar toque de mão de Léo Índio na área. Agora vai, certo? Errado! Calleri telegrafou a cobrança e o goleiro defendeu, confirmando que a noite era mesmo de vacas magras no Morumbi.
Depois de uma noite dessas, com Roger se segurando como dá no emprego, as atenções são-paulinas agora se voltam para o Campeonato Brasileiro, onde a equipe tentará permanecer no G-4 enfrentando o Mirassol às 21h (de Brasília) deste sábado (25), no Brinco de Ouro, já que o Morumbi estará cedido para show.









































