Portal dos Dragões
·15 de mayo de 2026
Estrutura do FC Porto vê em Cláudio Ramos um fator de crescimento para Diogo Costa

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Nem sempre aquilo que se vê menos deixa, por isso, de marcar presença. Essa parece ser, talvez mais do que qualquer outra, a lógica que tem acompanhado toda a carreira de Cláudio Ramos no FC Porto. Primeiro Marchesín, depois Diogo Costa. No Dragão, para Cláudio Ramos, o fulgor dos que o antecederam e daqueles que o mantiveram na sombra acabou por definir o seu percurso desde a chegada em 2020/21, e a época que está prestes a terminar não fugiu à regra.
À entrada para a derradeira jornada do campeonato, o guarda-redes de 34 anos, que já admitiu numa entrevista aos meios do clube que não nasceu portista mas que morrerá como tal, soma duas presenças em campo na caminhada azul e branca rumo ao título 2025/26. Curiosamente, ambas foram frente ao AVS SAD e, ironicamente, com níveis de rendimento bastante diferentes.
Na 16.ª jornada, em casa, Diogo Costa acusou dores na perna esquerda após uma tentativa de corte, por volta da meia hora de jogo, e acabou mesmo por sair ao intervalo. Como sempre, Cláudio Ramos estava no banco à espera da oportunidade de cumprir aquela que é, de longe, a tarefa mais exigente para um guarda-redes suplente: entrar com pouca rodagem competitiva e garantir que a ausência do titular quase não se notava. Tal como tantas vezes antes desse duelo com os avenses, missão dada foi missão cumprida.
Já nesta reta final da 1.ª Liga, na jornada que se seguiu à festa de campeão, frente ao Alverca, Francesco Farioli deixou Diogo Costa no banco em Vila das Aves e lançou Cláudio Ramos para o relvado. A mudança implicou também a passagem da braçadeira de capitão entre dois companheiros de equipa e concorrentes diretos, já que o ex-Tondela é o segundo na hierarquia de capitães. Desta vez, porém, o desfecho não foi o desejado. Nem para a equipa, que sofreu três golos do último classificado da competição e já despromovido à 2.ª Liga, nem para o próprio Cláudio Ramos, que ficou muito mal na fotografia do 3-1 apontado por Aderllan Santos, ao falhar o tempo de saída a um cruzamento bombeado para a sua baliza.
Sem drama
Esse lance em particular gerou algum ruído, sobretudo nas redes sociais associadas ao FC Porto, sobre a capacidade do português para, a partir de agora, ser uma alternativa à altura de Diogo Costa. Ainda que nesse jogo não tenha tido influência direta nos golos sofridos, a receção ao V. Guimarães, que ditou a eliminação do FC Porto da Taça da Liga (1-3) e na qual Cláudio Ramos cumpriu os 90 minutos, acabou por ser lembrada.
O que se diz do lado de fora está longe do que se faz e, acima de tudo, do que se pensa no Olival. Para a estrutura azul e branca, a pressão que o experiente guarda-redes, em conjunto com João Costa, coloca em Diogo Costa é real e um fator importante para o crescimento e afirmação do titular em todos os planos.
Isso não significa que, caso o mercado acabe por levar Diogo Costa, o habitual suplente seja automaticamente retirado da sombra e colocado sob o forte foco da baliza azul e branca. O tempo o dirá, mas uma coisa é certa: apesar de nem sempre ser visível, a presença de Cláudio Ramos faz-se notar todos os dias no Olival.
Salvo qualquer surpresa, Cláudio Ramos deverá manter-se no plantel azul e branco na próxima temporada… que poderá até ser a sua última no clube. O português termina contrato em junho do próximo ano, altura em que já terá 35 anos, com João Costa à espera de uma oportunidade para subir na hierarquia e com outros jovens valores das balizas portistas a despontarem na formação. Se assim acontecer, Cláudio Ramos poderá, apesar de nunca se ter afirmado como titular, despedir-se da Invicta de consciência tranquila e com razões evidentes para se orgulhar do seu percurso.
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