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·22 de marzo de 2026

Fora Rui Costa e Xingamentos à Roger Machado no São Paulo

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Fora Rui Costa e Xingamentos à Roger Machado no São Paulo. Torcida do São Paulo protesta no Morumbis: “Fora Rui Costa” e pressão sobre Roger Machado escancaram crise no clube.

O clima já era tenso antes mesmo da bola rolar, mas a derrota por 1 a 0 no clássico contra o Palmeiras transformou a insatisfação em revolta aberta. O resultado negativo dentro do Morumbis, em um confronto direto e simbólico, serviu como estopim para manifestações mais intensas por parte da torcida. Afinal, perder clássico nunca é apenas mais um resultado — é uma questão de orgulho, identidade e, muitas vezes, gatilho para crises maiores.


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A derrota veio em um momento delicado da temporada, logo após uma sequência de resultados instáveis. Nos dias anteriores, o São Paulo já havia sido superado pelo Atlético-MG, o que reforçou a percepção de queda de desempenho. Assim, o clássico contra o Palmeiras não era apenas mais um jogo: era uma chance de resposta. E quando essa resposta não veio, a reação foi imediata.

O torcedor, que costuma ser paciente quando enxerga evolução, começou a questionar não apenas o desempenho dentro de campo, mas também as decisões fora dele. E é justamente nesse ponto que a situação ganha contornos mais complexos. Não se trata só de perder jogos, mas de perder confiança.

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Logo após o apito final, o cenário ao redor do estádio mudou. Muros do Morumbis amanheceram pichados com frases diretas e agressivas, tendo como principal alvo o diretor de futebol Rui Costa. As mensagens pediam sua saída imediata e refletiam um sentimento coletivo de frustração acumulada. Esse tipo de manifestação não surge do nada. Ele é, na verdade, o ápice de um processo de desgaste entre torcida e gestão. Em outras palavras, a pichação é o sintoma visível de uma crise que já vinha sendo construída há semanas — ou até meses.

Rui Costa ocupa um cargo estratégico dentro do São Paulo: é o responsável direto pelo planejamento do futebol. Isso significa que decisões como contratações, escolha de treinadores e montagem do elenco passam, em grande parte, por ele. Em teoria, esse papel exige visão de longo prazo, capacidade de gestão e leitura precisa do mercado. Na prática, porém, qualquer erro é amplificado — especialmente em um clube com a pressão e a dimensão do São Paulo.

Recentemente, o dirigente afirmou que o elenco estava “pronto” e que não haveria necessidade de novas contratações para a temporada. Falou de troca de técnico para ser campeão. Falou que tinha convicção. E destruíram o time. A principal decisão que colocou Rui Costa na linha de frente das críticas foi a escolha de Roger Machado como treinador. Desde o anúncio, a torcida demonstrou resistência, com campanhas nas redes sociais pedindo a não contratação do técnico.

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Além disso, a manutenção de um elenco considerado limitado por parte da torcida reforçou a narrativa de má gestão. Quando os resultados não aparecem, essas decisões passam a ser revisitadas com ainda mais rigor. É como montar um quebra-cabeça: se a imagem final não agrada, todas as peças começam a ser questionadas.

Roger Machado chegou ao São Paulo já sob desconfiança. Diferente de treinadores que desembarcam com apoio quase unânime, ele precisou lidar com resistência desde o início. Isso cria um cenário complicado, porque qualquer erro passa a ser interpretado como confirmação das críticas iniciais. O próprio treinador reconheceu o desafio e demonstrou consciência do contexto em que estava entrando. Ainda assim, a expectativa era de que os resultados pudessem rapidamente mudar a percepção. Mas no futebol, tempo é um luxo raro.

A sequência de derrotas logo no início do trabalho não ajudou. Pelo contrário, intensificou a pressão. A torcida, que já estava desconfiada, passou a ver os resultados como prova de que a escolha foi equivocada. Isso cria um ciclo perigoso: pressão externa, instabilidade interna e queda de desempenho. E quanto mais esse ciclo se repete, mais difícil se torna revertê-lo. Roger Machado já tem a cabeça pedida. E Rui Costa junto.

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