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Jornal do Fla

·15 de julio de 2026

Ídolo de Flamengo e Cruzeiro, Raul Plassmann revela torcida na Libertadores

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O duelo entre Flamengo e Cruzeiro pelas oitavas de final da Libertadores vai despertar sentimentos opostos em um dos poucos jogadores que construiu história vitoriosa nas duas equipes. Raul Plassmann, ex-goleiro que brilhou com a camisa rubro-negra na conquista do mundo em 1981 e também fez história no futebol mineiro na década de 1960 e 70, revelou em entrevista ao Lance! para qual lado estará sua torcida no confronto mata-mata.


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Sem titubear, Raul afirmou que sempre apoiará o Flamengo, clube pelo qual é embaixador atualmente. A declaração, porém, ganhou contornos polêmicos na sequência, quando o ex-arqueiro explicou que não torce para clubes que possuem um proprietário, referência direta ao modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF) adotado pelo Cruzeiro.

“Eu vou torcer para o Flamengo sempre. Inclusive, eu sou embaixador do Flamengo. Então é claro que vou torcer para o Flamengo ganhar”, declarou Raul, antes de aprofundar seu posicionamento

Crítica ao modelo de clubes com dono

Na sequência, porém, a declaração ganhou contornos polêmicos. Raul explicou que sua preferência pelo Fla vai além da identificação histórica, ela também reflete uma rejeição ao modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF) adotado pelo Cruzeiro. O ex-arqueiro foi incisivo ao afirmar que não torce para clubes que possuem um proprietário e detalhou sua visão sobre o tema.

“Independentemente disso, eu não vou torcer para clube que tem dono. Pelo menos, eu penso assim. Estranho, né? Você tem um dono. E o que o dono quer? Ganhar título? Ele fala que quer ganhar dinheiro, né? Claro, se eu fosse comprar um clube, eu ia querer faturar. Se desse para ser campeão também, tudo bem. Não é uma crítica, é um comentário para o pessoal refletir”, afirmou.

Na visão do ex-goleiro, a figura de um proprietário enfraquece o poder do torcedor de cobrar e questionar decisões da gestão. “Se a torcida reclamar, ele vai dizer: ‘Cala a boca. Eu faço o que eu quiser, eu sou o dono do clube’. Aí você vai fazer o quê? Protestar? Vai dizer: ‘Não, aqui você não entra’? Não. Ele é o dono”, argumentou.

Raul utilizou o próprio Flamengo como contraponto para defender seu ponto de vista, questionando como funcionaria uma eventual venda de um clube associativo. “Se o Flamengo, por exemplo, fosse vendido para alguém, esse dinheiro iria para quem? O Flamengo não tem dono. Para quem você paga? O Flamengo vale trilhões. Se eu quiser comprar o Flamengo, vou pagar para quem? É muito estranho”, provocou.

Trajetória de glórias e relação desgastada

Raul Plassmann construiu uma carreira marcante nos dois clubes, sempre com seu icônico uniforme amarelo. Pelo Cruzeiro, foi campeão mineiro e conquistou títulos importantes na década de 1960. Já no Flamengo, integrou a geração histórica que venceu a Libertadores e o Mundial de 1981, além de três Campeonatos Brasileiros (1980, 1982 e 1983), consolidando seu nome entre os grandes ídolos da Gávea.

Apesar da identificação com as duas equipes, a relação de Raul com o Cruzeiro ficou desgastada nos últimos anos. O ex-jogador afirma que deixou de receber valores quando trabalhava no departamento de marketing do clube e acabou incluído como credor no processo de recuperação judicial da Raposa, um episódio que certamente pesou na balança de sua preferência para o confronto continental.


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