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·31 de marzo de 2026
Léo Ortiz aponta mudança radical no Flamengo de Jardim e faz revelação sobre a Copa do Mundo

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A constante evolução tática do elenco do Flamengo sempre impacta os debates esportivos na mídia e nas arquibancadas.
Na noite da última segunda-feira (30), durante o evento de lançamento do documentário do ídolo Zico, o zagueiro Léo Ortiz concedeu uma entrevista muito esclarecedora ao programa Panela, da geTV.
O defensor abordou o atual momento do time carioca e detalhou as principais diferenças entre o estilo de jogo implementado pelo ex-treinador Filipe Luís e as novas diretrizes do técnico português Leonardo Jardim, além de comentar sobre o seu futuro na Seleção Brasileira.
O camisa 10 da zaga rubro-negra abre o jogo sobre a rotina de treinamentos e expõe como a atual comissão técnica enxerga as partidas. Segundo o atleta, com Filipe Luís a equipe tinha uma característica de reter a posse de bola por mais tempo.
Já com Leonardo Jardim, a instrução desmancha a ideia de um jogo puramente reativo ou de toques lentos, buscando transições mais rápidas e ataques diretos quando o adversário oferece espaços.
"Com o Filipe era uma ideia de jogo mais dele, com características nossas que encaixavam na maneira de ficar mais com a bola. O Jardim, não digo que é um cara que pensa no reativo, mas sim um jogo mais direto. Se tem oportunidade de atacar o adversário, ele busca implementar mais isso no nosso grupo. Em alguns momentos vamos roubar a bola e buscar o gol mais vezes, e em outros momentos vai ter um equilíbrio. Talvez com o Cruzeiro ano passado parecia mais desse jeito (reativo) porque os times não defendiam com linhas muita baixas, contra o Flamengo isso acontece muito mais vezes", explicou Ortiz.
Essa nova mentalidade supera o modelo antigo ao exigir que o time defina as jogadas de forma mais letal, tentando matar o confronto o mais rápido possível, mas sem perder o controle quando os rivais se fecham na defesa.
Ele citou que diversos times costumam baixar muito as linhas defensivas contra o Flamengo, o que exige essa adaptação inteligente que o português vem implementando com sucesso nos jogos mais recentes.
"Não adianta um ataque direto a todo momento e perder muito a bola se desgastando. Em alguns momentos você mantém mais o equilíbrio, tenta girar mais para achar melhor os espaços. Acho que ele tem conseguido usar isso muito bem. Contra o Remo a gente fez muito isso, teve ataque direto, marcamos muitos gols, mas em outros momentos controlamos o jogo com a bola. Isso ele gosta. O que ele buscou implementar mais é, quando vir o espaço para atacar, buscar a maior quantidade de gols possível, tentar matar o jogo mais rápido. Acho que essa é a principal diferença entre os dois estilos", afirmou.
Apesar de ter ficado de fora da lista final para os amistosos contra França e Croácia nesta Data Fifa, o jogador do Flamengo garante que não há espaço para desânimo ou receio em relação ao seu futuro na equipe nacional. Tendo participado do início do ciclo sob o comando de Carlo Ancelotti e figurado na pré-lista recente, o zagueiro mantém um foco absoluto em seu rendimento no clube carioca para provar o seu valor diário.
Ele sabe que atuar em alto nível na Gávea serve como um grande alerta para a comissão técnica do Brasil. O defensor entende que cortes e lesões acontecem frequentemente no futebol de elite, exigindo que os profissionais estejam sempre preparados fisicamente.
Ortiz confirmou que estará com a família no dia 18 de maio acompanhando a convocação final pela televisão, torcendo por uma oportunidade de disputar a cobiçada Copa do Mundo e ajudar o país a buscar o hexacampeonato.









































