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·8 de mayo de 2026
Luís Ferreira, o VAR que mais tira pontos ao Benfica

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Quem não se lembra de Luís Ferreira, o célebre árbitro do Benfica-Boavista 3-3, jogo que ficou marcado na memória benfiquista por erros graves e por golos do Boavista que nunca deviam ter contado. Na altura, escreveram que foi uma arbitragem “muito fraca”, com lapsos técnicos e influência no jogo.
Quem não se lembra também de Luís Ferreira ligado ao processo Apito Dourado, não como arguido, mas como advogado. A imprensa escreveu, em 2013, que Luís Ferreira representou um antigo árbitro no processo originário do Apito Dourado, em 2008, no Tribunal de Gondomar.
E quem não se lembra das notícias sobre a queixa-crime apresentada contra Ja BTV, depois das denúncias feitas pelo canal sobre o estado da arbitragem portuguesa.
Da arbitragem em campo passou para o VAR. E desde que é VAR, esta temporada, Luís Ferreira já apareceu em vários jogos do Benfica, sempre em momentos demasiado sensíveis para serem tratados como simples coincidência.
No Estrela-Benfica, foi VAR. O Benfica venceu por 1-0, mas ficou o registo de um penálti sobre Otamendi que passou ao lado.

No Benfica-Arouca, que terminou 5-0, voltou a estar no VAR, mas aí nem teve grande oportunidade para espalhar magia. O jogo ficou resolvido dentro de campo e sem espaço para grandes intervenções da videoarbitragem.
Depois vieram dois clássicos polémicos.
No FC Porto-Benfica, para a Taça de Portugal, Luís Ferreira esteve no VAR. Nesse jogo, ficaram por assinalar dois lances a favor do Benfica. Um sobre Leandro Barreiro, que Pedro Henriques considerou falta de Rodrigo Mora na área do FC Porto, e outro por mão na bola após remate de Lopes Cabral, num lance em tudo idêntico ao penálti que foi assinalado contra António Silva no Benfica-Casa Pia.

No outro clássico, na Luz, jogo que decidia muito da luta pelo título, Luís Ferreira voltou a estar no VAR. E voltou a não ver um penálti a favor do Benfica, desta vez por falta de Diogo Costa sobre Pavlidis no último lance da partida. João Pinheiro e o VAR mandaram seguir, apesar dos protestos do avançado grego.
Com este VAR, o Benfica foi eliminado da Taça de Portugal e ficou praticamente afastado da luta pelo campeonato. Podem chamar-lhe azar. Podem chamar-lhe coincidência.
O único jogo que fez do Sporting também não escapou à polémica. No Sporting-Santa Clara, voltou a estar envolvido num jogo com decisões muito contestadas, nomeadamente no lance do penálti que permitiu ao Sporting empatar e depois seguir em frente. O presidente do Santa Clara pediu acesso aos áudios do VAR e falou numa revisão que demorou mais de dez minutos, enquanto o Benfica reagiu ao lance como mais um escândalo da arbitragem portuguesa.



Agora, Luís Ferreira prepara-se para ser VAR de mais um jogo decisivo do Benfica. No meio de tanto VAR, Luís Ferreira vai para o seu quinto jogo do Benfica esta temporada, e sempre em momentos chave. Estrela-Benfica, Benfica-Arouca, FC Porto-Benfica para a Taça, Benfica-FC Porto para o campeonato e agora Benfica-SC Braga.
É demasiada presença. É demasiado histórico. É demasiada coincidência.
O Benfica não pode continuar a olhar para estas nomeações como se fossem normais. Estamos a falar de um árbitro que ficou associado a um Benfica-Boavista cheio de polémica, que esteve ligado juridicamente ao Apito Dourado, que avançou com queixa depois de denúncias na BTV e que, como VAR, tem acumulado jogos decisivos do Benfica com lances graves por assinalar.
E depois querem que os benfiquistas fiquem calados.
Não ficam. Porque quando o mesmo nome aparece tantas vezes nos mesmos momentos, com os mesmos efeitos, a desconfiança deixa de ser clubite e passa a ser memória.
Luís Ferreira não é uma página em branco. É um nome com histórico. E o problema é que, no Benfica, esse histórico aparece sempre nos dias em que há muito para perder.
En vivo







































