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·17 de enero de 2026

Luís Pinto admite dificuldades: “Só com um nível muito alto podemos vencer o FC Porto”

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Luís Pinto abordou a antevisão do confronto com o FC Porto, relativo à 18.ª jornada da Liga. O encontro realiza-se às 20h30 deste domingo no Estádio D. Afonso Henriques e será o primeiro jogo dos vitorianos em casa após a histórica conquista da Taça da Liga.

Foi fácil centrar atenções no jogo com o FC Porto após a celebração? “Sim, acaba por ser fácil porque tivemos algum tempo para preparar o jogo, algo que não tínhamos há algum tempo. Deu para festejar o que tinha de ser festejado, uma conquista histórica. Tem muito a ver com aquilo que queremos ser enquanto pessoas e profissionais, que é ter a capacidade de ter um êxito, mas a seguir focar-nos o futuro. O nosso futuro passa pelo campeonato, onde queremos ser competentes no próximo jogo. É um jogo que vai exigir muito de nós, se queremos ser vencedores temos de ter capacidade de conquistar logo a seguir focar novamente. Os sinais que temos é que seremos capazes de o fazer, no dia de jogo vamos comprovar se nos focamos mesmo no presente”.


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Que desafios específicos antevê para este encontro? “Os desafios serão altíssimos pela qualidade que o FC Porto apresenta. Vamos ter de ter uma atitude competitiva e a concentração acima da média. Queremos ser consistentes, mostrar que somos capazes de ter uma forma de estar responsável, mas muito corajosa. Fomos capazes de o fazer nas últimas semanas, queremos ter capacidade de o fazer novamente numa competição diferente contra um adversário de mais valia. A consistência da nossa equipa é um dos maiores desafios que vamos ter”.

Acha que o FC Porto é o adversário mais adequado nesta fase? “Para conseguirmos vencer o FC Porto em nossa casa temos de nos superar e ter uma capacidade de trabalho, muito, muito alta. O FC Porto tem no seu ADN essa capacidade de trabalho, coloca o jogo numa vertente intensa, física. Mas, é uma equipa que tem qualidade, parece que se entende a sua matriz de jogo, mas têm acrescentado muita qualidade ao seu processo. Temos de ter qualidade de conseguir estar ao nível que colocam nos jogos do ponto de vista físico, mas também com um nível concentração altíssimo porque tem sido a equipa mais consistente da época. Só num nível muito alto podemos conseguir vencer o FC Porto”.

Que aprendizados da vitória na Taça da Liga podem ser aplicados? “Há algo, como a crença, a forma de encarar o jogo. Acreditamos que podemos vencer. Nessa vertente, temos de ter a mesma crença e entrar com o foco de querer vencer. Depois, dentro das questões mais estratégicas, há algo que podemos retirar. Analisamos o jogo para ver o que aconteceu e há questões que podemos utilizar. Mas teremos de fazer coisas diferentes, não há uma receita que vá dar sempre o resultado da mesma forma. A forma como nós queremos preparar para disputar o jogo tem de estar presente para entrar da melhor forma possível. Temos de nos dedicar muito, algo que conseguimos quase na totalidade no jogo contra eles. É um momento diferente, passaram muitos meses, cada jogo tem a sua história. Não podemos estar agarrados ao que foi esse primeiro jogo”.

A conquista da Taça da Liga reforçou a confiança do plantel? “Acredito que esta prova pode ter servido para aumentar essa noção de capacidade, a confiança que os jogadores têm de ter no seu valor. Há qualidade, que começa a estar aos olhos de mais gente. Há uma coisa que não muda, temos a mesma a juventude no plantel. Temos de ter a fome de vencer, de continuar a crescer, de continuar a trabalhar para sermos melhores. O nosso grande desafio é conseguirmos virar a página com a ambição de continuar a fazer coisas das quais nos possamos orgulhar. O plantel vai estar à altura de dar respostas. A confiança ficou mais alta, mas temos de ter confiança e humildade nas doses certas para podermos ser competentes. A confiança sobe de escadas e desce de elevador, como disse o Wenger, por isso o nosso crescimento tem se der sustentado no trabalho diário”.

As exibições do Charles na Taça da Liga complicam-lhe a escolha? “Ficamos satisfeitos quando as exibições de qualquer um dos jogadores são boas. É natural que tenham impacto nas nossas ideias. A decisão está tomada e depois irão ver qual é”.

Que influência terão as ausências de Nélson Oliveira e João Mendes? “Lamentar quem não está não é a nossa forma de estar, não queremos ter nunca esse tipo de postura. É algo natural, que dá a possibilidade a outros jogadores de entrarem. Creio mesmo que temos um grupo capaz de dar resposta à ausência de dois jogadores que têm sido utilizados sempre”.

O Opara já pode ser opção? “O Opara ainda precisa do tempo dele para se adaptar. Chegou com o objetivo de ajudar. Felizmente temos jogadores para a posição que estão mais adaptados à ideia e ao clube. O objetivo é dar-lhe tempo de crescimento e adaptação ao clube”.

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