Portal dos Dragões
·1 de abril de 2026
Martim Fernandes: “É uma honra ser comparado a um ídolo como o João Pinto”

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Um nariz partido, sangue pela boca e dificuldade em respirar — mas Martim Fernandes não saiu do campo frente ao Benfica na Taça de Portugal. O lateral do FC Porto revelou, em exclusivo a O Jogo, o que se passou naquele momento e como viveu os dias seguintes a uma das imagens mais marcantes da época portista.
O defesa admite que o sacrifício não foi premeditado. Quando o médico entrou em campo, questionou se o nariz estava partido — a resposta foi negativa. Mas a adrenalina do jogo encarregou-se do resto: o sangue corria pela boca e o sufoco na respiração eram constantes, mas só depois de parar, na segunda parte, é que a dor se fez verdadeiramente sentir. Nos dois dias seguintes, o quadro era difícil — sem conseguir dormir e com a cabeça obrigada a estar sempre erguida para estancar a hemorragia.
Foi o pai quem lhe deu a notícia da comparação com João Pinto — histórico lateral do clube que, no passado, jogou com um dedo do pé partido. Para Martim, que tem no antigo capitão dragão o seu padrinho dentro do clube, a referência foi recebida com emoção genuína: “É uma honra estar a ser comparado a um ídolo desses do FC Porto.”
Quanto à lesão de fascite plantar que o tem acompanhado, o jovem defesa garante estar mais controlado do que em fases anteriores — quando mal conseguia pousar o pé —, apostando nos tratamentos do departamento médico para chegar em condições à reta final decisiva da temporada.
Sobre a camisola número 2, Martim não alimenta ambições: para ele, o número pertence a Jorge Costa — o “Bicho” — e será eternamente sagrado no clube. Por agora, o 52 chega e sobra.









































