Gazeta Esportiva.com
·27 de febrero de 2026
Massis abre mão de cartão corporativo e adota política de austeridade no São Paulo

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Presidente do São Paulo, Harry Massis abriu mão da utilização do cartão corporativo do clube durante sua gestão, que se encerra no fim deste ano. O benefício é oferecido à presidência, mas o mandatário decidiu pela não utilização do cartão corporativo como parte de uma política de austeridade, que vem sendo adotada desde sua posse.
Outro benefício ao qual Massis teria direito seria o plano de saúde oferecido aos profissionais do clube, mas Massis também optou por não utilizá-lo, de acordo com apuração da Gazeta Esportiva.
As duas decisões foram tomadas diretamente por Massis, que enxerga a necessidade de fazer parte do processo de economia aos cofres do São Paulo. Além disso, a opção por não usar o cartão corporativo também passa por um desejo do presidente de consolidar a política anticorrupção no Tricolor. Mais recentemente, o clube voltou a fortalecer sua política de compliance.

Harry Massis, presidente do São Paulo (Foto: Thais Bueno/Gazeta Press)
O cartão corporativo do São Paulo, vale lembrar, causou polêmica recentemente. Uma investigação do Conselho Fiscal do São Paulo, noticiada pelo ge, apontou que o ex-presidente Julio Casares teria usado cerca de R$ 500 mil do cartão corporativo do clube para despesas particulares.
Embora os valores tenham sido devolvidos com correção monetária no segundo semestre de 2025, o caso gerou forte desgaste interno e críticas de conselheiros. Casares, vale lembrar, renunciou à cadeira presidencial do São Paulo em janeiro deste ano.
Em pouco mais de um mês de gestão, Massis decidiu adotar uma política de austeridade financeira. A nova gestão diagnosticou algumas das principais dificuldades do clube e optou por colocar as demandas voltadas ao futebol como prioridades, com a busca de acordos para quitar pendências financeiras com o elenco e uma aproximação com o elenco profissional.
O novo presidente também estabeleceu a revisão de contratos comerciais feitos nas gestões anteriores. Recentemente, o São Paulo rescindiu unilateralmente com a empresa FGOAL, que fornecia alimentos e bebidas ao clube, por ter identificado descontos em repasses realizados pela companhia.
Segundo soube a reportagem, a tendência é que mais novidades sobre rescisões sejam divulgadas em breve, conforme o avanço da revisão dos contratos de antigas administrações.
As mudanças promovidas por Massis na diretoria e no quadro social do clube início de sua gestão no São Paulo geraram uma economia de R$ 4 milhões, de acordo com estimativa do Tricolor.
As primeiras demissões vieram horas após a renúncia de Julio Casares. Marcio Carlomagno, que exercia a função de superintendente geral e era aliado do ex-presidente, foi desligado do cargo. O mesmo aconteceu com Antônio Donizete Gonçalves, conhecido como Dedé, que chegou a um acordo para a saída da diretoria social do clube.
Por fim, mais nomes que deixaram o clube foram José Eduardo Martins (diretor de comunicação) e Christina Massis, filha do atual presidente, que exercia função na diretoria feminina do São Paulo.
O São Paulo também fez um corte de gastos com o Carnaval do clube social. Houve uma redução de 90% do prejuízo causado pela tradicional festa promovida pelo Tricolor. No Carnaval de 2025, por exemplo, o valor total das despesas ficou em R$ 331 mil.
Conforme apuração da Gazeta Esportiva, as despesas esperadas para a festa de Carnaval deste ano totalizavam cerca de R$ 300 mil. Com os cortes promovidos pela administração de Massis, os custos ficaram em R$ 30 mil, o que representa um gasto de 90% a menos do que o inicialmente previsto.
Massis também adotou a política de tolerância zero com casos de corrupção no São Paulo. O nome de sua filha, Christina Massis, foi citado nas denúncias de um esquema ilegal de venda de ingressos para shows de camarotes no Morumbis, estádio tricolor.
Mesmo se tratando de sua filha, o presidente prometeu aprofundas as apurações sobre o caso. “Haverá uma investigação. Eu mesmo aceitei, eu mesmo coloquei isso. Haverá uma investigação”, disse.
O principal foco de Harry Massis neste início de gestão tem sido o futebol. Internamente, os jogadores estavam incomodados com os constantes atrasos nos direitos de imagem. Alguns, inclusive, tinham direitos atrasados em até três meses. O novo presidente, então, promoveu um acordo para quitar os débitos, parcelando as pendências em dez vezes e prometendo acabar com tal modus operandi.
A diminuição de pessoas no comando do futebol também foi tratada como prioridade pelo presidente. Quem ganhou força internamente foi Rui Costa, executivo de futebol do São Paulo. Após a saída de Muricy Ramalho, Rafinha foi contratado para a função de gerente esportivo. Ambos têm sido protagonistas nos bastidores do clube.
Massis, vale lembrar, completou um mês no comando do São Paulo no último dia 16 de fevereiro.









































