Central do Timão
·4 de agosto de 2026
Ministério Público marca depoimento de presidente do Corinthians em investigação sobre empresa de segurança

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O presidente do Corinthians, Osmar Stabile, tem depoimento marcado no Ministério Público de São Paulo (MP-SP) para a próxima quinta-feira, dia 6. O dirigente será ouvido no âmbito da investigação que apura possíveis irregularidades envolvendo a contratação de empresas responsáveis pela segurança do clube durante sua administração.
O procedimento conduzido pelo promotor Cássio Conserino teve início após a contratação da Mega Assessoria Operacional Ltda., empresa que prestou serviços de segurança ao Corinthians entre setembro e outubro de 2025. Segundo a investigação, a companhia não possuía autorização da Polícia Federal para atuar no segmento de segurança privada, requisito exigido pela legislação brasileira.

Foto: Rodrigo Coca/Ag. Corinthians
Outro ponto analisado pelo Ministério Público é a ausência de um contrato formal entre o Corinthians e a empresa. Apesar disso, a Mega Assessoria emitiu três notas fiscais que, somadas, totalizam R$ 676,6 mil pelos serviços prestados ao clube.
Esta não seria a primeira vez que Osmar Stabile compareceria para prestar esclarecimentos. Um depoimento anteriormente agendado, ainda em junho, acabou sendo adiado após solicitação apresentada pela defesa do presidente.
A Mega Assessoria Operacional foi registrada em nome de Fernando José da Silva, conhecido como Nandão. Na época, ele ocupava o cargo de gerente operacional do clube social e atualmente trabalha como gerente do CT Dr. Joaquim Grava. Em depoimento, o funcionário afirmou que criou a empresa a pedido do então diretor administrativo, Fábio Soares, para possibilitar o pagamento dos profissionais responsáveis pela segurança contratados pela gestão.
Mesmo diante dessa justificativa, o Ministério Público busca esclarecer se a empresa foi utilizada para contornar os procedimentos formais exigidos nas contratações realizadas pelo Corinthians.
Durante o andamento da investigação, o foco também passou a incluir a Bear Security, responsável pela segurança pessoal de Osmar Stabile e de seus familiares desde julho de 2025. Conforme divulgado inicialmente pelo Sport Insider, a empresa também não possuía autorização da Polícia Federal para prestar esse tipo de serviço.
As apurações apontam ainda que a Bear Security tem o Corinthians como seu único cliente. De acordo com os documentos analisados, a empresa recebeu aproximadamente R$ 587 mil do clube por meio da emissão de 12 notas fiscais.
Além de Osmar Stabile, outros dirigentes e ex-integrantes da administração corinthiana já foram convocados para prestar depoimento. O objetivo da investigação é reunir elementos suficientes para definir se haverá responsabilização criminal dos envolvidos ou se o procedimento será arquivado.
Investigação sobre possível intervenção judicial
Paralelamente à apuração envolvendo os contratos de segurança, o Ministério Público também deu prosseguimento ao procedimento que investiga a possibilidade de uma intervenção judicial no Corinthians.
Nesse caso, Osmar Stabile também foi convocado para prestar depoimento. A oitiva está marcada para o dia 10, próxima segunda-feira, e será realizada de forma presencial. A diligência integra a investigação conduzida pelo promotor Luiz Ambra Neto, segundo informações divulgadas pelo portal Meu Timão.
O procedimento busca apurar possíveis irregularidades de natureza administrativa, financeira e institucional na gestão do clube. As investigações chegaram a ficar suspensas por alguns meses em razão de um recurso apresentado pelo Corinthians contra a abertura do inquérito.
Entretanto, o Conselho Superior do Ministério Público (CSMP) rejeitou o pedido da defesa do clube e autorizou a continuidade da apuração. Desde então, os promotores passaram a reunir documentos e colher depoimentos de dirigentes e pessoas ligadas ao Corinthians para avaliar a existência de elementos que justifiquem medidas judiciais.
Caso o Ministério Público conclua que há indícios suficientes de irregularidades, poderá propor uma ação civil pública solicitando a intervenção judicial no Corinthians. A eventual adoção dessa medida, no entanto, dependerá de decisão do Poder Judiciário.







































