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·23 de enero de 2026
Modalidades desportivas em Portugal: como a visibilidade digital está a mudar o jogo

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·23 de enero de 2026

Durante anos, a cobertura desportiva em Portugal seguiu o mesmo guião: o futebol dominava as capas dos jornais, os horários da televisão e os debates diários, enquanto outras modalidades existiam em segundo plano e raramente recebiam atenção contínua. Mas esse padrão está a começar a mudar.
As redes sociais, as aplicações móveis e o fluxo constante de atualizações online transformaram a forma como as pessoas consomem desporto. Os adeptos já não esperam pelos resumos da noite ou pelos jornais do dia seguinte: fazem scroll, reagem, partilham vídeos e discutem nos comentários, muitas vezes enquanto os jogos ainda estão a decorrer. E esta mudança já não se limita apenas ao futebol.
Hoje em dia, ser adepto não é uma atividade semanal, mas algo contínuo. Um golo no Instagram, uma entrevista pós-jogo no YouTube, um rumor de transferências a altas horas no X,...
Como grande parte deste consumo acontece em dispositivos móveis, muitos adeptos também procuram formas mais seguras de aceder a transmissões ou conteúdos quando estão no estrangeiro ou ligados a redes Wi-Fi públicas. Por isso, ferramentas como VPNs para dispositivos móveis tornaram-se cada vez mais comuns entre fãs que querem acesso estável a transmissões internacionais e plataformas desportivas.
O mais curioso é a rapidez com que estes hábitos mudaram. Ainda há pouco tempo, acompanhar um jogo da segunda divisão ou um jogo de futsal significava procurar resultados horas depois, mas, hoje, os destaques de competições mais pequenas surgem nos telemóveis em poucos minutos. Essa velocidade faz a diferença e dá às modalidades menos conhecidas a oportunidade de ganhar visibilidade sem depender da aprovação dos meios tradicionais.
Os media desportivos portugueses tiveram de reagir a esta nova realidade porque não havia grande alternativa.
À medida que o público passou para o digital, os jornais e as televisões seguiram o mesmo caminho, de tal modo que muitos dão agora prioridade ao público mobile, ao envolvimento nas redes sociais, à cobertura em direto e a formatos vídeo. Esta dinâmica mudou, de forma silenciosa, o conteúdo que é publicado porque há mais espaço online do que nas páginas impressas.
Ainda assim, não é perfeito e o futebol continua a dominar. Não obstante, cada vez mais competições aparecem nos feeds, especialmente quando o conteúdo tem bom desempenho ou o potencial para gerar engagement.
Além desta mudança, importa notar o crescimento das plataformas orientadas para dados, entre as quais o zerozero que surgiu como uma base de dados sobre a qual se fundou, posteriormente, um órgão de comunicação social.
Hoje, o seu conteúdo é distribuído por vários canais, encontrando-se espalhado pelo Instagram, TikTok, Facebook, X e Youtube e há cada vez mais espaço para as várias modalidades que se encontram disponíveis no website.
Claro que o futebol continua a dominar a conversa digital. Isso não mudou. Transferências, rivalidades entre clubes e jogos europeus continuam a gerar muito mais cliques e reações. Outras modalidades têm de trabalhar mais para serem notadas. Normalmente isso significa melhores histórias, presença mais forte nas redes sociais e uma relação mais direta com os adeptos.
No final das contas, o panorama desportivo em Portugal já não é controlado apenas pelos horários da televisão ou pelo espaço nos jornais: as plataformas digitais mudaram o equilíbrio.
O futebol continua no topo, mas as modalidades mais pequenas finalmente têm ferramentas que antes não existiam, nomeadamente o contacto direto com os adeptos, visibilidade imediata e a possibilidade de criar comunidades sem esperar que os media tradicionais reparem nelas.
E essa pode ser a maior mudança que afeta não apenas a forma como os jogos são vistos, mas quem tem a oportunidade de ser visto.
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