Fala Galo
·9 de abril de 2026
“Não podemos admitir”: Eduardo ‘Barba’ Domínguez assume responsabilidade após revés histórico na Sul-Americana

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·9 de abril de 2026

A estreia do Atlético na Copa Sul-Americana foi marcada por um resultado que entrou negativamente para a história do clube. Pela primeira vez, o Galo foi derrotado por uma equipe venezuelana, ao cair por 2 a 1 diante do Puerto Cabello, no Estádio Misael Delgado. Mais do que o placar, o que realmente incomodou o técnico Eduardo “Barba” Domínguez foi a postura e a performance técnica de um time que, embora alternativo, ostentava nomes de peso.
RESPONSABILIDADE COMPARTILHADA:
Em uma entrevista coletiva carregada de autocrítica em Valencia, o treinador argentino não buscou subterfúgios para justificar o tropeço. Apesar da logística desgastante — uma viagem de mais de 100 km partindo de Caracas e a mais longa do calendário até aqui — Domínguez enfatizou que o elenco enviado a campo tinha a obrigação de entregar mais.
“Assumo toda a responsabilidade. Pela equipe que escalamos, com jogadores de seleção e de hierarquia, tínhamos individualmente um time melhor, mas não demonstramos isso na prática. É fácil buscar desculpas nas viagens, mas precisamos encarar a realidade: jogamos mal”, disparou o treinador.
O PERIGO DO “SALTO ALTO”
Um dos pontos mais contundentes da fala de “Barba” foi o alerta sobre a postura mental do grupo. Para o comandante, vestir a camisa de uma instituição gigante como o Atlético não é garantia de vitória. Ele destacou que o respeito ao adversário deve ser demonstrado com intensidade, e não apenas com o nome no papel.
O técnico ressaltou que todas as partidas da temporada serão batalhas difíceis, independentemente da tradição do oponente, e que a equipe “não se encontrou” conforme o planejado estrategicamente para o duelo em solo venezuelano.
MUDANÇA DE POSTURA:
Questionado sobre o retorno de pilares como Hulk e Alan Franco para os próximos compromissos continentais, Domínguez preferiu focar na evolução do coletivo. Para ele, o problema não reside apenas em quem entra em campo, mas em como o time se comporta sob pressão.
“Não podemos admitir uma atuação como esta. Estamos decepcionados pela nossa torcida. As críticas virão e são justas. Agora, o foco é reagir imediatamente no sábado. Nenhuma evolução é linear, mas precisamos levantar e seguir trabalhando”, projetou o técnico.
PRÓXIMOS DESAFIOS:
O Atlético agora precisa virar a chave rapidamente. O compromisso de sábado pelo Campeonato Brasileiro torna-se vital para acalmar os ânimos da massa atleticana antes do próximo desafio pela Sul-Americana, na quinta-feira (16), contra o Juventu-URU, na Arena MRV. A ordem na Cidade do Galo é clara: transformar a frustração em resultado e garantir que o episódio na Venezuela tenha sido apenas um ponto fora da curva em uma temporada de grandes ambições.









































