Esporte News Mundo
·26 de marzo de 2026
Notas e atuações: desempenho do Brasil na derrota para a França expõe contrastes

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·26 de marzo de 2026

O Brasil saiu derrotado por 2 a 1 no amistoso desta quinta-feira, 26 de março de 2026, diante da França, em mais um teste relevante na preparação para a Copa do Mundo. A atuação coletiva abaixo do esperado acabou expondo diferenças claras de rendimento individual e também levantou questionamentos sobre as escolhas ao longo da partida.
Pelo lado positivo, o lateral Wesley, da Roma, foi um dos destaques. Encarregado de marcar Kylian Mbappé, conseguiu sustentar uma atuação sólida, com disciplina tática e resiliência diante de um dos atacantes mais difíceis de ser contido no futebol mundial. A exibição reforça sua candidatura à lista final da Copa.

Wesley – Michael Owens/Getty Images
Outra resposta importante veio do banco. Luiz Henrique entrou no segundo tempo e mudou o ritmo do ataque. Em poucos minutos, fez o que Raphinha e Vinícius Júnior não conseguiram no primeiro tempo: buscou o jogo, partiu para o drible e tentou agredir a defesa adversária. Sua atuação levanta um debate real sobre espaço entre os titulares.
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Luiz Henrique – Foto: Michael Owens/Getty Images
No comando do ataque, Gabriel Martinelli teve oportunidades, mas sem conseguir transformar presença em impacto. Não foram chances desperdiçadas de forma grosseira, mas faltou protagonismo e eficiência para o nível de exigência de uma seleção que se prepara para a Copa do Mundo. Sua saída para a entrada de João Pedro acabou elevando ligeiramente o nível ofensivo, muito mais pelo vigor físico e pela intensidade do jovem atacante do que por uma mudança estrutural no time.
E esse talvez seja um dos pontos centrais da análise. Sob o comando de Carlo Ancelotti, o Brasil pouco mudou taticamente ao longo do jogo. As substituições não alteraram de forma significativa o desenho da equipe, mesmo diante de um cenário que pedia ajustes mais claros. Fica a impressão de que o banco poderia ter sido utilizado com mais intenção estratégica.
No meio-campo, Casemiro teve atuação irregular, mas com participações decisivas. Salvou o Brasil logo no início com um carrinho importante e participou da jogada do gol de Bremer. Não dominou o setor, mas apareceu quando exigido, apesar de erros individuais que não representam o que deveria ter sido apresentado pelo meia.
No ataque, atuação de Raphinha ficou aquém do que ele vem apresentando no Barcelona e do que se espera com a camisa da seleção brasileira. Sem comprometer diretamente, o atacante teve participação discreta, pouco agressiva e acabou bem controlado pela marcação adversária. Faltou iniciativa para buscar o jogo, assumir protagonismo e tentar desequilibrar, características que têm sido mais presentes em seu desempenho no clube. Em um cenário que exige mais personalidade e impacto individual, sua atuação não refletiu o nível que pode entregar.

Raphinha – Foto: Michael Owens/Getty Images
Se houve grande frustração individual, ela passa por Vinícius Júnior. O atacante teve uma atuação muito abaixo do seu padrão. Tomou decisões equivocadas, falhou em momentos claros e esteve distante do protagonismo esperado. Não foi apenas uma questão coletiva, mas de execução individual. Ainda assim, sua qualidade permanece evidente, o que torna a atuação destoante ainda mais perceptível.

Vinicius Junior – Foto: Michael Owens/Getty Images
Na defesa, mesmo sob pressão constante de nomes como Ousmane Dembélé, o Brasil conseguiu se sustentar em vários momentos. Bremer, além do gol, teve presença firme, enquanto Léo Pereira foi discreto, mas consistente. Já Douglas Santos teve atuação correta ao longo do jogo, sem grandes falhas, mantendo um nível aceitável dentro de um contexto coletivo complicado.

Léo Pereira – Foto: Photo by Michael Owens/Getty Images
No gol, Ederson teve desempenho apenas regular. Ainda sem transmitir total segurança, especialmente em bolas por cobertura, segue como a opção mais experiente diante da ausência de Alisson. Não comprometeu diretamente, mas também não conseguiu ser decisivo.
Entre os que entraram, Gabriel Sara teve participações pontuais que geraram algum perigo, reforçando um leve otimismo em relação ao seu papel como alternativa.
A três meses da Copa do Mundo, o amistoso deixa sinais de alerta. Em um cenário de alto nível, atuações apenas razoáveis não sustentam ambições maiores. E, no meio disso, algumas peças começam a pressionar por espaço, enquanto outras precisam responder rapidamente para manter seu lugar.
Notas individuais baseadas na análise:
Ederson – 5,5
Bremer – 7,0
Léo Pereira – 6,8
Wesley – 7,7
Douglas Santos – 6,5
Ibañez – 6,5
Andrey Santos – 6,2
Casemiro – 7,2
Danilo – 6,9
Gabriel Sara – 6,6
Gabriel Martinelli – 6,2
João Pedro – 6,8
Luiz Henrique – 8,0
Matheus Cunha – 7,2
Igor Thiago – 6,2
Raphinha – 5,5
Vinícius Júnior – 5,0
O próximo compromisso da seleção brasileira será na terça-feira, 31 de março, às 21h, em mais um amistoso preparatório para a Copa do Mundo. O adversário será a Croácia, em duelo marcado para o Camping World Stadium, em Orlando. A partida surge como nova oportunidade para ajustes, sobretudo após o desempenho abaixo diante da França, e deve servir como termômetro para observar possíveis mudanças na equipe, tanto em termos individuais quanto coletivos, a poucos meses do início do Mundial.









































