Zerozero
·22 de febrero de 2026
O «acerto» e o impacto Horta/Zalazar: dupla fabrica mais de metade dos golos do SC Braga na Liga

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·22 de febrero de 2026

O escaldante Dérbi do Minho disputado na noite deste sábado sorriu pela primeira vez na temporada ao SC Braga, em grande medida, por culpa de duas das principais figuras dos Gverreiros: Ricardo Horta e Rodrigo Zalazar. Num encontro de parada e resposta, o capitão arsenalista e o internacional uruguaio foram as unidades em maior destaque da turma orientada por Carlos Vicens e aproveitaram para cimentar o respetivo papel no peso ofensivo da equipa.
Em parceria ou a solo, a dupla responsável pelo apoio ao homem mais adiantado do conjunto minhoto fabricou os três golos de mais um duelo escaldante contra os vizinhos de Guimarães e subiram a parada no contributo respeitante aos golos anotados. Contas feitas e entre golos e assistências - sem contar as que efetuaram entre ambos -, os dois são responsáveis por 23 tiros certeiros e ainda quatro passes para colegas fora desta equação.
Pois bem, nada mais, nada menos do que 27 contribuições diretas para que a bola termine no fundo da baliza adversária, o que perfaz mais de metade da produção ofensiva dos bracarenses, 56,2 por cento, se quisermos ser mais precisos.
Descompactando os números, estes subdividem-se em 12 finalizações certeiras do internacional pela equipa das Quinas e outras 11 do jogador da celeste.
Em passes decisivos, a similitude de números é complementada pelas ofertas entre os atletas: dois de Horta para Zalazar e outros tantos para os restantes colegas. Já o sul-americano soma o mesmo número de entregas expresso para outras unidades, somando uma solicitação de excelência para a mítica figura do universo arsenalista.
Números que atestam a naturalidade com que constam entre os maiores homens-golo do SC Braga. O ex-Schalke 04 é quem lidera a lista geral de melhores marcadores da equipa - 18 tentos no total -, contabilizando já e com alguma folga uma marca superior aos dois últimas épocas no clube minhoto - total de 16 golos.
Já Ricardo Horta começa a ver no horizonte as melhores campanhas com a camisola arsenalista vestida: está a um golo dos 17 que perfazem a terceira temporada mais concretizadora no clube e na carreira. Mais longe, mas ainda possíveis de alcançar estão também os 23 e 24 tentos apontados em 2021/22 e 2019/20.
Voltando à presente campanha, Pau Víctor e Fran Navarro surgem também eles com dois dígitos, ainda que a alguma distância- 11 e dez golos cada. Um cenário de menor eficácia que, longe de ser preocupante, sugere a complementaridade dos elementos mais adiantados da turma da Cidade dos Arcebispos.
Mesmo assim e em resposta ao zerozero na conferência de imprensa pós-jogo, Carlos Vicens enalteceu o «acerto» que acabou por fazer a diferença e que não se verificou de forma tão contundente no duelo da primeira volta e na final da Taça da Liga, duelos em que os arsenalistas acabaram por não triunfar.
«[A diferença deveu-se ao] Nível de acerto nas oportunidades de golo, porque voltámos a criar mais que o rival. No jogo da 1.ª volta do campeonato tivemos um penálti contra que o Hornicek defendeu, mas acho que estivemos por cima. Fiquei com a sensação de que no último jogo merecíamos mais e hoje, em que não conseguimos ter tanto controlo, acabámos por vencer. A chave foi o nível de acerto», considerou.
Palavras de bonificação para um plantel que não conta com o tradicional artilheiro, mas um conjunto de jogadores capazes de fazer a diferença no último terço.
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