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·5 de agosto de 2026
O São Paulo é responsável pela família do senhor que perdeu a vida no acidente com Nicolas, afirma comentarista

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O São Paulo é responsável pela família do senhor que perdeu a vida no acidente com Nicolas, afirma comentarista
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O comentarista Walter Casagrande Júnior afirmou que o São Paulo deve oferecer apoio psicológico ao lateral-esquerdo Nicolas Bosshardt, mas ressaltou que o clube também precisa demonstrar preocupação com a família do idoso de 84 anos que morreu após ser atropelado pelo jogador.
Nicolas, de 19 anos, foi liberado após audiência de custódia e responderá ao processo em liberdade. Desde então, o São Paulo decidiu afastá-lo das atividades no CT da Barra Funda por tempo indeterminado, disponibilizando acompanhamento psicológico ao atleta.
Durante participação no UOL News Esporte, Casagrande destacou que, embora seja importante prestar assistência ao jovem jogador, o foco principal deve permanecer na vítima e nos familiares.
Segundo o comentarista, a tragédia ultrapassa o ambiente esportivo e exige sensibilidade diante das consequências enfrentadas pela família do idoso.
“Tudo bem investigar, fazer perícia e dar apoio psicológico ao jogador, que é jovem. Mas tem uma vítima. O São Paulo tem que se preocupar com a família da vítima também.”
Casagrande questionou quem era o homem que morreu e lembrou que a perda deixa marcas profundas em seus familiares.
“Quem é esse senhor? Ele tem netos, filhos, esposa. Qual é a história dele? A morte dele vai acarretar sequelas para toda a família. O São Paulo é responsável por isso”
O São Paulo informou internamente que seguirá prestando suporte psicológico a Nicolas Bosshardt e acompanhará sua situação jurídica antes de definir qualquer prazo para um eventual retorno aos treinamentos.
A diretoria, por meio do presidente Harry Massis Júnior, do gerente esportivo Rafinha e de integrantes da comissão técnica, também manteve contato com o jogador após a concessão da liberdade provisória.
Para Casagrande, o episódio precisa ser tratado com responsabilidade e humanidade, sem que a atenção fique restrita ao futuro esportivo do atleta.
Na avaliação do comentarista, o aspecto mais importante de toda a história é a perda de uma vida e o impacto permanente causado aos familiares da vítima, que também merecem atenção diante da tragédia.
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