São Paulo
·25 de junio de 2026
O São Paulo na Suécia para uma festa de 700 anos

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Em dia de Japão x Suécia pela Copa do Mundo de 2026, o Arquivo Histórico do São Paulo resgata a história da última partida do Tricolor na Escandinávia, ocorrida em meados de 1988.
Em junho daquele ano, a diretoria são-paulina foi convidada, por meio do grupo ESAB Brasil, de Belo Horizonte (parte do grande conglomerado sueco Elektriska Svetsnings-Aktiebolaget de equipamentos elétricos, de solda e corte) para participar das festividades de comemoração de 700 anos da Stora Kopparbergs.
A Stora era uma tradicional empresa sueca. Em 1988 se encontrava no ramo da produção de celulose e fabricação de papel, mas em 1288, quando surgiu, atuava no campo da mineração de cobre na mina Falu Grava, na região de Falun. Até companhia ser vendida para a Enso, em 1998, era considerada como a sociedade limitada mais antiga do mundo em atividade.

Para uma celebração tão importante, além do São Paulo, foi convidada para a cerimônia a atriz e cantora norte-americana Barbra Streisand. A pop-star, no fim, não compareceu e sua não-aparição virou lenda e causo local por anos, mas o Tricolor foi – afinal, lhe foram prometidos 40 mil dólares para a exibição.
Já quem deu cano, como Barbra, foi o técnico Cilinho. Ele alegara estar com gripe e, como brincaram os companheiros do time, era a uma cepa mais preocupante, a variante “Gripe 737”, uma clara alusão ao modelo de aeronaves da Boeing. Ou seja, o que o comandante são-paulino tinha era medo de avião…

O Domnarvsvallen, estádio do jogo do Tricolor contra o IK Brage
A partida comemorativa seria contra o time do Idrottsklubben Brage, mais conhecido como IK Brage, um clube da região que vivia no auge da própria história (em outubro, ele inclusive receberia a Internazionale de Milão pela Copa da UEFA no mesmo Domnarsvallen em que o Tricolor jogaria nos festejos da Stora).
Contudo, para não fazer feio em data tão importante, o clube local foi reforçado com atletas de outros times, emprestados especialmente para a ocasião (Glenn Hysén, da Fiorentina; Robert Prytz, do Bayer Leverkusen e Mats Gren, do Grasshopper, da Suíça). Esse fato levou a muitos jornalistas que cobriram a atividade e divulgarem o jogo como sendo contra um Selecionado ou Combinado de Borlänge, cidade que sediou o confronto, ou ainda contra inexistentes Storan ou Stora.
Do jogo em si, poucos detalhes são conhecidos. Sabe-se que o time foi a campo com um uniforme com patrocínio da ESAB (o que tornou aquele conjunto um artefato bem raro para colecionadores, haja vista que foi utilizado somente naquela vez).

Pupo Gimenez, o auxiliar e técnico dos aspirantes promovido para a ocasião por causa da “gripe” do titular, não contou com Silas, em processo de transferência para a Europa, e quase não teve Müller entre os alinhados, em negociação com o Torino.
De toda maneira, os empréstimos provisórios e os desfalques são-paulinos equilibraram a disputa, que terminou empatada por 2 a 2, após o Tricolor sair à frente do marcador, com Lê, aos 21 do primeiro tempo, e buscar o derradeiro empate com Edivaldo aos nove do segundo tempo. Resultado suficiente para o São Paulo conquistar o troféu Orrefors Sweden, como vencedor do torneio Stora 700 anos.
IDROTTSKLUBBEN BRAGE 2 x 2 SÃO PAULO19/06/1988. Troféu Stora 700 anos: Final (Única).Borlänge (Suécia), Estádio Domnarsvallen
SPFC: Roberto Rojas (Gilmar); Zé Teodoro, Adílson, Ivan e Nelsinho; Bernardo (Zé Carlinhos), Raí e Renatinho (Paulo Martins); Müller (Marcelo), Lê (Aritana) e Edivaldo. TÉCNICO: Pupo Gimenez. GOLS: Lê, 21/1; Edivaldo, 9/2
RIVAL: Bengt Nilsson; Plamen Nikolov, Göran Arnberg, Patrick Englund e Olle Pärätalo; Glenn Hysén, Robert Prytz (Mats Gren) e Jonas Källström; Hans Holmqvist, Simon Hunt e Anders Erlandsson. TÉCNICO: Jan Lindstedt. GOLS: Glen Hysen, 40/1; Mats Gren, 6/2.







































