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·2 de julio de 2026
Polêmica no São Paulo: Comissão de Ética poupa Dedé de expulsão e decisão gera debate entre torcedores

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A Comissão de Ética do São Paulo decidiu não recomendar a expulsão do conselheiro e ex-diretor social Antonio Donizeti Gonçalves, o Dedé, no processo que investiga sua atuação no caso envolvendo a empresa FGoal. A decisão, tomada por maioria, prevê uma suspensão de 120 dias e agora será analisada pelo Conselho Deliberativo do clube.
O desfecho repercutiu entre torcedores nas redes sociais, onde muitos questionaram a punição considerada branda diante da gravidade das acusações investigadas.
A investigação buscava apurar se Dedé teria praticado gestão temerária, causado prejuízo financeiro ao São Paulo e provocado danos à imagem da instituição durante a operação da FGoal no clube social.
Após a análise, a Comissão de Ética concluiu que não havia provas suficientes para caracterizar gestão temerária ou dano financeiro ao Tricolor.
Por outro lado, os integrantes entenderam que houve dano à imagem do clube em razão de uma declaração assinada por Dedé e posteriormente utilizada pela FGoal em uma disputa judicial contra o São Paulo.
A definição da punição foi marcada por divergências entre os membros da Comissão.
Dois integrantes defenderam a expulsão de Dedé do quadro associativo, além da responsabilização por eventuais prejuízos materiais.
Outros dois votaram pela suspensão de 120 dias, entendendo que houve falhas de governança, mas não elementos suficientes para justificar a pena máxima.
Já um quinto integrante defendeu apenas uma advertência, alegando ausência de dolo ou enriquecimento ilícito.
Como houve empate entre expulsão e suspensão, prevaleceu a penalidade mais branda, conforme o regulamento do órgão.
A recomendação da Comissão de Ética não encerra o processo.
O caso será encaminhado ao Conselho Deliberativo do São Paulo, que terá a palavra final sobre a punição aplicada ao ex-diretor social. Caberá ao presidente do Conselho marcar a sessão que irá apreciar o relatório.
A polêmica teve início após o São Paulo rescindir unilateralmente o contrato com a FGoal, empresa responsável pela operação de alimentação e bebidas no clube social durante eventos no Morumbis.
Na ocasião, o clube alegou que a empresa realizou movimentações financeiras consideradas irregulares no sistema de pagamentos.
A FGoal, por sua vez, contestou a decisão e afirmou que sua atuação havia sido autorizada pela diretoria social. Em uma das ações judiciais movidas contra o São Paulo, a empresa apresentou uma carta assinada por Dedé, na qual o ex-dirigente afirmava que a operação havia sido autorizada verbalmente em conjunto com o departamento financeiro.
Segundo o documento, os valores movimentados eram destinados ao pagamento de prestadores de serviço e poderiam ser comprovados por registros internos e trocas de e-mails.
Agora, com a recomendação de suspensão aprovada pela Comissão de Ética, caberá ao Conselho Deliberativo decidir se mantém a punição ou adota um entendimento diferente sobre o caso, que segue alimentando discussões políticas e administrativas dentro do São Paulo.







































