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·21 de enero de 2026
Polícia apreende R$ 20 mil em espécie na casa de Mara Casares durante operação

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Policiais civis da 3ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Crimes contra a Administração (DPPC) desencadearam na manhã desta quarta-feira (21) uma operação em conjunto com o Ministério Público Estadual e cumpriram quatro mandados de busca e apreensão contra os três principais investigados no chamado ‘escândalo do camarote’, quando os ex-diretores do São Paulo, Mara Casares e Douglas Schwartzmann, foram flagrados em áudio vendendo espaços indevidamente no estádio do Morumbi durante um show.
Na casa de Mara Casares, ex-mulher de Julio Casares, presidente afastado e que teve autorizado pelo Conselho Deliberativo a abertura de um processo de impeachment, buscas lograram êxito, resultando na apreensão de R$ 20 mil em espécie, além de farta documentação e uma CPU.
“Nós temos documentação bastante farta, que foi arrecadada hoje, sobre a qual a documentação nós não iremos nos manifestar. Os quatro mandados expedidos pela justiça foram cumpridos com êxito, duas pessoas não estavam nos locais, o que não impediu o cumprimento do mandado”, disse José Reinaldo Carneiro Guimarães, promotor de Justiça do Estado de São Paulo.
“Foram arrecadados documentos em todos os lugares e os documentos arrecadados autorizam visualizar a gravidade dos fatos e a extensão dos fatos, inclusive a abrangência temporal, muito mais tempo que se imaginar. Nós não falaremos a respeito daquilo que está absolutamente fechado ainda para investigação”, explicou o promotor.
Na residência de Rita de Cassia Adriana Prado, acusada de negociar e revender o tal camarote e responsável por gravar o áudio que gerou a denúncia, a diligência restou infrutífera quanto à localização da investigada: seus filhos, presentes no local, informaram que a mesma reside atualmente em outro endereço. Ali, porém, anotações pertinentes foram encontradas.
Por fim, na residência de Schwartzmann, constatou-se que o alvo encontra-se em viagem ao exterior.
As medidas cautelares inserem-se no bojo de investigação que apura a prática dos crimes de coação no curso do processo, associação criminosa e corrupção privada no esporte, segundo informou a Polícia.
“É um período de tempo muito maior do que se supõe, isso é seguro, eu peço que vocês compreendam que neste momento a investigação não está falando a respeito de resultado de mandados de busca na sua parte documental, evidentemente que não é possível de se falar”, completou Guimarães.
“Foi localizada a Mara e nos quatro endereços, dois da Adriana, mais um endereço da Mara, mais um endereço do Douglas, as diligências foram muito bem sucedidas. Todos os locais têm coisas apreendidas que servem para a investigação que já está em curso. São muito exitosas as arrecadações que foram feitas hoje, é a avaliação que a gente tem para fazer neste momento”, disse o promotor.
Em nota, o São Paulo disse que “é vítima neste caso e vai contribuir com as autoridades na investigação”.
A Polícia Civil foi alertada sobre um eventual esquema no clube por uma denúncia enviada pelos Correios. No mesmo inquérito, Casares e o seu núcleo familiar também são investigados pelo recebimento de R$ 1,5 milhão do São Paulo, em depósitos fracionados diretamente em sua conta bancária. Ainda há outra investigação em curso sobre a realização de 35 saques nas contas do clube no total de R$ 11 milhões. As retiradas foram realizadas entre 2021 e 2025.
De acordo com o delegado Tiago Fernando Correia, o São Paulo é tratado como vítima, algo semelhante ao caso envolvendo o Corinthians e o contrato milionário com uma casa de apostas. Ambas investigações são lideradas pelo mesmo delegado.







































