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·2 de abril de 2026

Roger explica São Paulo com pontas e excesso de cruzamentos: ”Não é o que eu quero”

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O São Paulo voltou a campo nesta quarta-feira (01/4) com novidades na escalação após dez dias de pausa. Diante do Internacional, no Beira-Rio, o técnico Roger Machado apostou em uma formação diferente e promoveu a estreia de Artur aberto pela direita. O duelo terminou empatado em 1 a 1, pela nona rodada do Campeonato Brasileiro.

Após a partida, o treinador explicou que a mudança foi planejada durante o período de treinos. A ideia, segundo ele, era dar mais solidez ao time no início e aumentar a presença ofensiva ao longo do jogo.


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“Neste período de treinamentos, com a chegada do Artur, fiz algumas avaliações. Entendia que, por ser um jogo fora de casa, precisava entrar com um time mais consistente para, no decorrer da partida, soltar mais, como aconteceu. Aconteceu por conta do placar adverso, mas a ideia era entrar com um time mais consistente, com maior peso no meio de campo, com um jogador aberto de um lado e, do outro, com o Wendell, que tem um jogo de apoio forte”, explicou o treinador.

Na sequência, Roger destacou que o elenco oferece alternativas para explorar melhor os lados do campo. No entanto, ressaltou que o modelo exige maior comprometimento defensivo dos jogadores.

“É algo que, pelas características dos nossos jogadores e com as opções certas, podemos, sim, atuar com abertos pelos lados. Vai exigir um sacrifício maior, com a figura de um jogador centralizado no meio de campo, com mais peso, para fortalecer a defesa e liberar os lados”, completou.

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São Paulo ficou no empate em 1 a 1 com o Inter – Foto: Rubens Chiri / São Paulo

São Paulo muda, mas segue com dificuldades

Apesar das alterações, o São Paulo voltou a apresentar dificuldades já vistas em jogos anteriores, principalmente o excesso de cruzamentos. O treinador foi direto ao afirmar que essa não é a ideia de jogo que deseja implementar.

“O volume de cruzamentos não é o que eu desejo. Até por isso, a abertura dos pontas no segundo tempo e trazer o Cauly para a posição de segundo homem de meio de campo foi para que a gente tivesse, tanto na primeira fase de construção quanto na segunda, essas conexões. Os laterais voltarem a ter, como chamavam na minha época, uma ponte para acessar a linha de fundo, ou uma jogada individual”, explicou Roger.

Durante o intervalo, o comandante promoveu a entrada de Cauly na vaga de Danielzinho. A substituição teve como objetivo dar mais organização ao setor central e melhorar a circulação de bola.

“A avaliação de intervalo foi que estávamos precisando de um jogador um pouco mais cerebral pelo centro do campo. A ideia de colocar o Cauly foi justamente para que ele pudesse flutuar nas costas dos volantes do Inter, preservando Luciano e Calleri mais perto da área, com o Luciano podendo sair mais um pouco”, contou o treinador, que prosseguiu.

“Acho que isso nos deu mais de controle, aos poucos fui alternando a figura, trazendo o Cauly para a posição de segundo o homem de campo para pegar bola de frente, fazer flutuação, entrada de trás para frente na primeira linha defesa do Inter. A diferença se deu pela característica dos jogadores que colocamos e a estrutura se alterar ao nosso favor, você ter dois pontas abertos é uma vantagem distinta do que ter três médios pelo centro”, finalizou.

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