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·15 de enero de 2026

São Paulo é recomendado a revisar contratos feitos por Douglas Schwartzmann e Mara Casares

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O São Paulo foi instruído a revisar os contratos assinados pelos ex‑diretores Douglas Schwartzmann e Mara Casares, acusados de envolvimento em esquema de venda irregular de camarotes no Morumbis, segundo informações desta quinta-feira do GE.

A sindicância conduzida por um escritório contratado pelo clube confirmou irregularidades na comercialização do espaço 3A, utilizado de forma indevida durante o show de Shakira. Douglas e Mara já estão afastados de suas funções, sendo que a ex-esposa do presidente Julio Casares também está licenciada do Conselho Deliberativo.


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O escândalo veio à tona depois que ambos admitiram que o camarote foi usado de “maneira anormal e que houve ganhos para todos os envolvidos”. A investigação aponta que contratos assinados por Rita de Cássia Adriana Prado, intermediária no caso, também passarão por revisão.

Punição?

O relatório recomenda que Douglas e Mara recebam a pena máxima prevista no estatuto, que inclui a possibilidade de eliminação do quadro associativo por gestão considerada irregular ou temerária.

O camarote 3A, localizado na área leste do estádio e classificado internamente como “sala presidência”, é parte central do processo. Documentos usados na apuração indicam que o espaço, utilizado para reuniões e recepções, foi repassado à intermediária, que revendia ingressos por valores que chegavam a R$ 2,1 mil cada, resultando em faturamento superior a R$ 130 mil apenas no evento da cantora colombiana.

A gravação também revela que Douglas citou a participação e ciência do superintendente Márcio Carlomagno sobre o repasse do camarote. O caso segue em análise pela Comissão Disciplinar e de Ética do clube, que definirá se os envolvidos serão expulsos do quadro social.

Crise no clube

Os problemas administrativos geraram um processo de votação do impeachment do presidente Julio Casares no São Paulo. O evento está agendado para esta sexta-feira na sede do clube, às 18h30 (de Brasília).

Caso a destituição de Casares seja aprovada pelos conselheiros, o processo caminha para a última instância: a Assembleia Geral dos Sócios. Nesse cenário, ele permaneceria afastado de suas funções até a divulgação do resultado final, e a cadeira presidencial seria assumida pelo vice-presidente, Harry Massis Júnior.

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