Gazeta Esportiva.com
·1 de enero de 2026
São Paulo inicia 2025 com altas expectativas, mas termina afundado em profunda crise institucional

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O São Paulo iniciou 2025 com altas expectativas. A contratação de Oscar deu o tom de que o Tricolor entraria forte na disputa pela Copa Libertadores, já que também contava com Lucas Moura, outra estrela que se destacou no futebol europeu, porém, ao longo dos meses o arcaico modo operacional do clube minou as chances de sucesso na temporada.
Sob o comando de Luis Zubeldía, o São Paulo chegou até a semifinal do Campeonato Paulista, mas acabou sendo eliminado pelo Palmeiras graças ao polêmico pênalti de Arboleda em Vitor Roque.
A primeira queda na temporada foi minimizada pelo erro de arbitragem que custou o resultado para o São Paulo dentro do Allianz Parque. Havia o entendimento de que o Tricolor poderia brigar pelo título da Libertadores, uma vez que competiu de igual para igual com o Palmeiras, uma das grandes portências do futebol brasileiro e sul-americano, nos primeiros meses do ano.
Na Libertadores, o São Paulo encerrou a primeira fase com a segunda melhor campanha geral, atrás somente do Palmeiras. O desempenho antes do mata-mata empolgou a torcida, que passou a acreditar no tão sonhado tetracampeonato e ainda mais após a classificação nas oitavas de final contra o Atlético Nacional, nos pênaltis.
Mas, nas quartas de final, o roteiro contra a LDU foi dramático. Mesmo sendo superior ao time equatoriano tanto no jogo de ida, na altitude de Quito, quando na partida de volta, no Morumbis lotado, o São Paulo perdeu um caminhão de gols e acabou sendo castigado com a derrota em ambos os confrontos, dando adeus ao torneio continental de forma melancólica.
Soma-se a isso o alto número de lesões no elenco. No jogo mais importante do ano, contra a LDU, o São Paulo não teve Oscar à disposição, e Lucas Moura só entrou no decorrer da partida, no sacrifício, uma vez que claramente não estava 100% fisicamente.
Ao todo foram 70 lesões no decorrer da temporada, 36 delas musculares. Sem conseguir evitar a alta quantidade de problemas físicos, o São Paulo sofreu. Na reta final do ano, inclusive, Hernán Crespo chegou a não ter quem relacionar no banco de reservas a não ser atletas vindos do sub-20.
Justamente por isso, os últimos meses de 2025 se transformaram em uma prova de sobrevivência ao São Paulo, que até tentou se classificar para a Pré-Libertadores, mas contou com os resultados necessários para isso, já que Cruzeiro ou Fluminense precisaria vencer a Copa do Brasil, algo que não se confirmou.
A goleada por 6 a 0 para o Fluminense, no Maracanã, foi uma síntese da temporada do São Paulo, simbolizando o fracasso esportivo e institucional de um clube que se acostumou a ser pioneiro, mas nas últimas décadas ficou para trás.
Como se não bastassem os péssimos resultados esportivos, institucionalmente o clube enfrenta uma crise importante. Diretores e conselheiros aliados de Julio Casares estão sendo investigados por uma suposta exploração irregular de um dos camarotes do Morumbis em shows que acontecem no estádio.
A própria gestão de Julio Casares também entrou na mira do Ministério Público e da Polícia Civil pela venda de atletas da base por preços considerados inferiores à média de mercado. As investigações estão em andamento e correm em sigilo.
Por essas e outras que as perspectivas para 2026 não são as melhores. O Morumbi enfrenta dias sombrios, e a torcida parece cada vez mais desesperançosa. O São Paulo é um gigante, mas precisa acordar.









































