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·8 de abril de 2026

São Paulo supera ventania e chuva para estrear na Sul-Americana com vitória no Uruguai

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Ventania, frio, garoa, estádio deserto… Com tantos elementos contrários, seria até surpreendente que São Paulo e Boston River mostrassem algo diferente do futebol ruim apresentado por conta das condições do tempo na noite desta terça-feira (7), na estreia de ambos na Copa Sul-Americana.

Mesmo assim, o mínimo olhar atento para as equipes deixava explícito o óbvio: o time tricolor é muito, mas muito superior ao frágil adversário uruguaio.


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Portanto, bastaria o mínimo de encaixe para conseguir a vitória. E assim, lutando contra as péssimas condições climáticas, um chute de Bobadilla no começo do segundo tempo sacramentou a vitória por 1 a 0 no Estádio Centenário.

Não foi de todo um jogo ruim do São Paulo. Apesar do mistão escalado pelo técnico Roger Machado não conseguir criar jogadas contundentes e apresentar muita fragilidade ofensiva, na maior parte do tempo dominou a bola e as ações.

Cria-se portanto, um paradoxo: ao passo que o Tricolor teve dificuldades de penetrar o terço final e construir com maior efetividade, podendo culpar o vento e o pesado (e encharcado) gramado, também a fragilidade do adversário não ofereceu lá tanta resistência assim da equipe brasileira.

Conforme tinha antecipado no final de semana, Roger mandou a campo uma escalação alternativa, até por conta dos quatro desfalques ganhos antes do jogo. E em parte, além do ambiente difícil, houve certa dificuldade dos jogadores de ataque acertarem o pé. A opção foi por manter o 4-2-3-1. E faltou aprimoramento e encaixes melhores de nomes como Tapia e Cauly no esquema, por mais que a dificuldade de se direcionar chutes e passes em meio ao quase vendaval era grande.

O cenário fez com que apenas uma grande chance ocorresse no primeiro tempo, com Ferreirinha conseguindo a infiltração na área e finalizando para fora depois de limpar a marcação.

Na volta do intervalo, contudo, a ambientação do São Paulo ao clima e ao adversário parece ter ocorrido. E o time fez o óbvio, arriscando mais passes enfiados e chutes de longa distância. Logo no primeiro deles, aos 5, Cauly pegou uma sobra após Tapia errar a finalização e empurrou às redes, mas o lance foi anulado por impedimento.

Mesmo assim, era um prenúncio. E aos 15, enfim acabou a agonia. Bobadilla recebeu passe na entrada da área, driblou lindamente o adversário e bateu cruzado para marcar.

Com a vantagem no placar, o ritmo caiu e o Tricolor ainda conseguiu aparecer com regularidade no ataque, dada à fragilidade adversária, mas faltou o capricho para ser mais incisivo e objetivo. Como dizem, o que vale são os três pontos.

Depois da vitória na estreia, que lhe deixa empatado na liderança do Grupo C, o São Paulo tem confronto direto pela primeira posição no próximo compromisso da Sul-Americana, contra os chilenos do O’Higgins, no Morumbi, às 19h (de Brasília) da próxima terça-feira (14). Antes, o clube vai a Salvador (BA) enfrentar o Vitória pelo Campeonato Brasileiro, às 16h30 (de Brasília) de sábado (11).

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