Brasil nas Copas: 1978, invicto e campeão moral | OneFootball

Brasil nas Copas: 1978, invicto e campeão moral | OneFootball

In partnership with

Yahoo sports
Icon: CBF

CBF

·1 juin 2026

Brasil nas Copas: 1978, invicto e campeão moral

Image de l'article :Brasil nas Copas: 1978, invicto e campeão moral
Image de l'article :Brasil nas Copas: 1978, invicto e campeão moral

Brasil venceu Peru por 3 a 0 na segunda faseCréditos: Acervo CBF

A Copa do Mundo sediada na Argentina, em 1978, marcou a primeira grande conquista dos vizinhos sul-americanos. O Brasil, porém, não perdeu nenhuma partida e foi prejudicado por um regulamento atípico. Terminou em terceiro lugar, mas com o reconhecimento quase geral de que poderia ir mais longe na competição. O técnico da Amarelinha, Cláudio Coutinho, definiu bem o sentimento do torcedor brasileiro ao final da Copa. “Fomos os campeões morais.”


Vidéos OneFootball


Na estreia da Seleção Brasileira, em 3 de junho, empate com a Suécia por 1 a 1, no Estádio Mundial-78, em Mar del Plata, num jogo com polêmica na arbitragem. Reinaldo fez o gol da equipe, que marcaria de novo com Zico, no último minuto da partida. Mas o árbitro galês Clive Thomas invalidou o lance, com uma justificativa que não convenceu ninguém: encerrou o jogo antes que a bola chutada por Nelinho, em cobrança de escanteio, chegasse à cabeça de Zico. Thomas acabou suspenso pela Fifa.

Quatro dias depois, contra a Espanha, novo empate. Dessa vez, por 0 a 0, no mesmo local, diante de mais de 37 mil torcedores. O terceiro confronto, de novo em Mar del Plata e pela terceira vez contra uma seleção europeia, marcou a primeira vitória da Amarelinha naquela Copa: 1 a 0, na Áustria, gol de Roberto Dinamite. Apesar do resultado, o Brasil ficou em segundo lugar no Grupo 3, atrás exatamente dos austríacos.

A segunda fase, composta por oito seleções, foi dividida em dois grupos, em que seus participantes se enfrentavam entre si. Os vencedores de cada chave disputavam o título.

A Seleção Brasileira caiu num grupo com Argentina, Polônia e Peru. No primeiro duelo, no Estádio Parque General San Martin, em Mendoza, a Amarelinha jogou bem e fez 3 a 0 no Peru, gols de Dirceu, duas vezes, e Zico.

O jogo mais esperado, até então, era o que reuniria Brasil e Argentina, praticamente a decisão do campeão do grupo. No Estádio Gigante Arroyto Cardviola, em Rosário, com quase 40 mil pessoas no estádio, apoiando a seleção da casa, os dois rivais não saíram do zero, o que deixava o Brasil ainda em primeiro no grupo, pelo saldo de gols.

Image de l'article :Brasil nas Copas: 1978, invicto e campeão moral

Brasil x Argentina: jogo decisivo para a definição dos finalistasCréditos: Acervo CBF

Mas, como na rodada final da segunda fase os jogos não eram nem no mesmo dia, o Brasil enfrentou a Polônia na véspera de Argentina x Peru. A Amarelinha venceu por 3 a 1, em Mendoza, com gols de Nelinho e Roberto Dinamite (2). Restava torcer para que no dia seguinte a Argentina não goleasse a já eliminada seleção peruana.

Não foi o que viu. O Peru foi facilmente batido pelos anfitriões por 6 a 0. O Brasil estava, portanto, fora da final e disputaria novamente o terceiro lugar.

O adversário seria a Itália, no Monumental de Nuñez, em Buenos Aires. De virada, a Seleção Brasileira ganhou por 2 a 1, com gols de Nelinho, um golaço, diga-se de passagem, e Dirceu. A Amarelinha saía da Copa do Mundo de cabeça erguida, invicta, com uma campanha digna, que honrava a tradição da camisa tricampeã.

Veja a convocação do Brasil para a Copa de 1978:

Goleiros: Carlos Gallo (Ponte Preta), Emerson Leão (Palmeiras) e Waldir Peres (São Paulo);

Defensores: Abel Braga (Vasco), Amaral (Guarani), Edinho (Fluminense), Nelinho (Cruzeiro), Oscar (Ponte Preta), Polozzi (Ponte Preta), Rodrigues Neto (Botafogo) e Toninho Baiano (Flamengo);

Meio-campistas: Batista (Internacional), Chicão (São Paulo), Dirceu (Vasco), Jorge Mendonça (Palmeiras), Rivellino (Fluminense), Toninho Cerezo (Atlético-MG) e Zico (Flamengo);

Atacantes: Gil (Botafogo), Reinaldo (Atlético-MG), Roberto Dinamite (Vasco), Zé Sérgio (São Paulo).

Técnico: Cláudio Coutinho.

À propos de Publisher