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·23 février 2026

Cancella de Abreu acusa “limpeza” de vozes incómodas em O JOGO

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Está em curso uma tomada de posição clara no jornal O JOGO, e há quem veja nisto uma “limpeza” de vozes incómodas. Se antigamente houve o “pato” e a polémica com Deco, agora o que se discute é outra coisa, a saída de cronistas que criticam quem manda.

Do lado do Benfica, Jaime Cancella de Abreu anunciou que foi dispensado por email das suas crónicas semanais. Do lado do Sporting, Jaime diz que também Manuel Moura dos Santos viu a colaboração suspensa no mesmo dia. Para Cancella de Abreu, a polémica do caso Prestianni foi usada como pretexto para cortar com um cronista incómodo, sem contraditório e sem o ouvir antes.

  • Em julho de 2021 fui convidado por um grande jornalista, um jornalista à antiga, respeitador da opinião, promotor da liberdade nas páginas dos jornais, amador da diferença de pontos de vista, de seu nome Carlos Pereira Santos, entretanto falecido, fui convidado, escrevia, para assinar uma crónica semanal enquanto Benfiquista para a edição de domingo de “O Jogo”. Explicou a enorme miserabilice do valor de que o jornal dispunha para pagar pelo trabalho e assegurou: “Tens total liberdade para escrever o que entenderes, podes criticar todas as semanas o Pinto da Costa, ninguém te censurará, só não podes faltar ao respeito nos termos que usares para escrever.”
  • Em 242 crónicas que escrevi jamais o jornal me contactou para me dizer que tinha pisado qualquer risco relacionado com o racismo ou qualquer outra forma de discriminação – e é fácil constatar porquê: as crónicas estão publicadas, podem-nas passar todas as 242 a pente fino na procura de algum sinal, de algum termo ou de alguma ideia, por ténue que seja, que permita a alguém conotar-me com o abjeto racismo.
  • Ontem, já depois de ter mandado a crónica 243, depois do jogo do Benfica como sempre fiz em vésperas de saída do jornal, detetei no meu email uma mensagem do diretor do jornal a dispensar liminarmente a minha colaboração. Disse que me tinha tentado contactar, no meu telemóvel não existem registos de chamadas não atendidas da rede móvel ou no WhatsApp.
  • É feio ao fim de quase cinco anos de uma colaboração sem mácula dispensar alguém sem previamente o ouvir sobre o assunto que alegam incomodá-los, de mais a mais porque, como reconheceu o diretor do jornal na troca de mensagens de email que depois teve comigo a este propósito, me considerava “um dos melhores cronistas do jornal”.
  • É fácil concluir que a polémica desencadeada por uns pulhas acerca do meu suposto racismo por causa das posições que tomei sobre o caso Prestianni, foi o pretexto a que se agarraram para pôr ponto final à colaboração de um cronista incómodo para o clube que a linha editorial do jornal defende e segue. (Voltarei ao assunto dos pulhas muito em breve.)
  • O mesmo fizeram com o sportinguista Manuel Moura dos Santos, que também viu liminarmente suspensa a sua colaboração com o jornal, igualmente ontem, com um pretexto ainda mais absurdo do que o meu, mas, curiosamente, o Manel no programa da noite de sexta-feira do canal V+ havia feito a defesa do meu caráter antirracista, ele que, ao contrário dos pulhas que procuraram fazer o assassinato do meu caráter sem alguma vez me terem conhecido, priva comigo há mais de trinta anos, conhece-me de ginjeira.
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