Cristiano Ronaldo confirma: «Vai ser o meu último Mundial» | OneFootball

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·5 juillet 2026

Cristiano Ronaldo confirma: «Vai ser o meu último Mundial»

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Cristiano Ronaldo, capitão da seleção lusa, foi o jogador escolhido para falar à comunicação social presente nos Estados Unidos da América, de modo a realizar a antevisão ao jogo com Espanha, agendado para esta segunda-feira, às 20h00.

Cristiano Ronaldo em discurso direto

Espanha: «Vocês sabem que tenho um carinho muito especial por Espanha (...) A minha família é praticamente espanhola. A Espanha, teoricamente, é favorita porque já ganhou e tem mais títulos do que Portugal. Mas há cansaços, lesões... Encanta-me jogar frente à seleção espanhola, são sempre jogos equilibrados.»


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Lamine Yamal: «É um jogador com muito futuro. Sinceramente não vi nenhum jogo da Espanha até agora, apenas um bocadinho do primeiro frente a Cabo Verde. Mas é um atleta com futuro. Espanha tem uma excelente equipa e vale pelo coletivo.»

Mundial 2026: «Se não tivéssemos essa ideia [de poder conquistar a prova], não estávamos aqui. Tem sido uma experiência bonita e estamos a melhorar. Sabemos que é impossível jogar bem em todos os jogos e que esta é uma competição difícil para toda a gente, basta ver quem já foi eliminado. Vejo a equipa tranquila. Treinámos bem e preparámos bem o jogo. Amanhã [segunda-feira] vamos defrontar uma equipa muito difícil, mas estaremos preparados.»

Ultimo Mundial: «Estou sempre aqui de corpo e alma. Jogando ou não na seleção, terei sempre um papel importante. Terminarei, como disse há uns anos, quando eu quiser. Não quando vocês quiserem (...) Não quero virar atenções para isso, o mais importante é jogarmos bem (...) É desfrutar ao máximo, já que será o meu último Mundial. Espero que amanhã [segunda-feira] não seja o último jogo.»

Aspeto mais complicado de jogar um Mundial aos 41 anos?: «Jogar com 41 anos tem sido uma boa experiência. Para chegar a este nível tens de abdicar de muitas coisas. E tudo o que tenho feito na minha carreira tem sido adaptar-me. Não sou o jogador que era, mas nada mudou. Continuo a fazer golos e espero fazer amanhã [segunda-feira]. Se não fizer, que outro companheiro faça e que possamos passar.»

Pressão para ganhar o Mundial?: «Não me falta nada, Deus foi muito generoso comigo e deu-me tudo o que nunca esperei ganhar (...) Não vou ser mais Cristiano por ganhar o Mundial nem menos por não ganhar. Claro que estamos aqui com esperança, mas sabemos que só um vai ganhar. É desfrutar, não pensar no amanhã. Foi algo que aprendi.

Uma das coisas que a idade nos dá é maturidade, experiência e a capacidade de relativizar e suavizar muitas situações. Obviamente que não sou cego e tenho visto os ataques constantes de que sou alvo. Mas isso não é novo. Muitas vezes, até agradeço, porque é um capítulo diferente da minha vida. Aprendi isso depois dos 40 anos.»

Grupo de trabalho e pulseira: «É um grupo diferente de todos, com muita qualidade como todos os outros. Muito tranquilo, mais jovem (...) A pulseira, como já sabem, e não é surpresa, usamo-la desde o primeiro dia porque tem os nomes de todos os jogadores. É uma forma de estarmos unidos pelo Diogo Jota, por nós, por Portugal e por todos os portugueses espalhados pelo mundo.

Tem sido uma experiência espetacular. Faz-nos refletir que o futebol vai muito além do que acontece dentro de campo. É a alegria das pessoas, a união, gente a chorar por ver os jogadores... É isso que fica. De todos os Mundiais que disputei, este será aquele de que mais me lembrarei, pela paixão das pessoas.»

Críticas à titularidade: «Vocês tentam-me matar há 23 anos, mas já perceberam que não vale a pena. É perda de tempo. Há uns que gostam mais, outros menos. Estou habituado, faz parte (...) Se ligas à crítica, estás perdido. É normal. É o vosso trabalho e eu entendo perfeitamente. Há críticas construtivas e outras para tentar matar (...) Aprendi com o tempo que devemos estar ao lado de quem gosta de nós e de quem sente paixão por nós.»

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