Coluna do Fla
·29 juillet 2026
Flamengo acusa rivais de descumprimento de fair play financeiro e propõe sugestões

In partnership with
Yahoo sportsColuna do Fla
·29 juillet 2026

O Flamengo deu mais um passo na discussão sobre o fair play financeiro no futebol brasileiro. Nesta terça-feira (28), o clube divulgou uma nota oficial informando que encaminhou sugestões à Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) e à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para reforçar a regulamentação vigente.
No documento, o Flamengo afirma que identificou falhas na aplicação das normas e acusa clubes e SAFs de utilizarem brechas jurídicas para driblar o início da implantação do fair play financeiro no Brasil. Então, o Rubro-Negro deseja mudanças imediatas nas propostas.
Entre as sugestões apresentadas pelo Flamengo está a criação de um marco temporal mais objetivo para os processos de Recuperação Judicial. O clube defende que apenas o protocolo da ação principal seja considerado para a aplicação das restrições previstas no regulamento. Na avaliação rubro-negra, o uso de medidas cautelares anteriores têm permitido interpretações que favorecem clubes e SAFs.
Outra proposta envolve o controle dos registros de atletas. O Flamengo quer que a verificação do cumprimento dos limites de folha salarial e dos investimentos em contratações aconteça antes da publicação do jogador no Boletim Informativo Diário (BID). Segundo o clube, uma fiscalização posterior compromete a igualdade esportiva entre as equipes.
O Flamengo também pediu uma fiscalização mais rigorosa das contas dos clubes antes da decretação da Recuperação Judicial. A intenção é impedir aumentos artificiais na folha salarial ou outras movimentações financeiras que possam mascarar a situação econômica das equipes.
Além disso, o Rubro-Negro propôs que a perda de pontos prevista no regulamento seja aplicada ainda durante a competição em que a irregularidade for constatada. Para o Flamengo, adiar a punição para a temporada seguinte prejudica os clubes que cumprem as regras desde o início.
O documento ainda sugere que a ANRESF responsabilize os dirigentes envolvidos em casos de descumprimento do fair play financeiro e participe dos processos de Recuperação Judicial como amicus curiae, permitindo que a entidade represente os interesses do futebol brasileiro perante a Justiça.
Por fim, o Flamengo defende uma atuação conjunta entre ANRESF, CBF e FIFA. O objetivo é fazer com que decisões internacionais, principalmente as relacionadas à retirada de transfer bans, levem em consideração os impactos sobre a sustentabilidade financeira do futebol nacional.
Na nota oficial, o Flamengo afirma que as propostas têm como principal objetivo impedir que mecanismos legais destinados à reorganização financeira sejam utilizados para gerar vantagens esportivas.
Embora não cite nenhum clube nominalmente, o comunicado menciona que algumas SAFs e equipes vêm explorando brechas na regulamentação. Atualmente, clubes como Vasco, Botafogo, Cruzeiro, Sport, Santa Cruz e Avaí possuem processos de Recuperação Judicial em andamento.
Segundo o Flamengo, as sugestões fazem parte de uma agenda permanente voltada ao fortalecimento da governança e da sustentabilidade do futebol brasileiro. O clube entende que o aperfeiçoamento das regras do fair play financeiro é fundamental para garantir maior equilíbrio nas competições e criar um ambiente econômico mais sólido.
Por fim, o Flamengo afirma que a iniciativa busca contribuir para uma transformação estrutural do futebol nacional, com a meta de colocar o Brasil entre os três maiores mercados do mundo em valor de mercado no esporte.
— Atualmente, a sensação que temos é que somente o Flamengo está interessado no fair play financeiro. Clubes endividados e irresponsáveis nas finanças seguem recebendo transfer bans e contratando com irresponsabilidade. Portanto, o criação de regras rígidas acabaria com a ‘farra’ desses times —, opinou Pedro Paulo Catonho, jornalista do Coluna do Fla.







































