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·10 juin 2026

Guia do Mundial: tudo o que precisa de saber sobre o Grupo L

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O Campeonato do Mundo está mesmo ao virar da esquina! Com a contagem decrescente cada vez mais próxima do zero, é o zerozero que se chega à frente para apresentar as 48 seleções participantes através de 12 artigos - um para cada grupo da competição. Saiba mais sobre cada uma das nações, incluindo o seu onze tipo e alguns dos principais nomes. Venha connosco!

Para encerrar esta bonita maratona de guias, tempo de destaque ao Grupo L. Há candidato ao título, um grande destaque das últimas edições e talento com treinador luso ao leme, num dos grupos mais interessantes da primeira fase do Mundial 2026.

Inglaterra


Número de participações: 17


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Melhor prestação: vencedor (1966) 

São já 60 anos de seca para a seleção dos Três Leões, que têm colecionado desilusões e golpes no coração nas últimas décadas. A cada prova, a esperança dos ingleses é renovada e a mudança de treinador no início deste ciclo foi um sinal: chegar longe não é suficiente. 

Southgate devolveu competitividade à seleção, mas a equipa pareceu ter atingido o teto com o técnico ao leme. Para o cargo, a escolha de Thomas Tuchel, campeão europeu ao serviço do Chelsea e apenas o terceiro estrangeiro a ter o privilégio de orientar Inglaterra.

Conhecido pelo estilo estratégico e visão coletiva do jogo, Tuchel não tem tido receio de ferir individualidades. Alexander-Arnold, Maguire, Foden e Palmer não entraram na convocatória, considerada uma das mais polémicas de sempre no país. 

O selecionador - Thomas Tuchel

Com vários clubes de alto nível no currículo, o alemão não podia pedir um projeto mais desafiante na estreia no futebol de seleções. Se a qualificação foi de grande sucesso, amigáveis recentes colocaram algum gelo no entusiasmo dos adeptos ingleses. Surpreendeu na convocatória e a ausência - por opção - de muito talento aumenta a pressão em si. 

A figura - Harry Kane

A viver a época mais goleadora da carreira, o capitão e melhor marcador da história da seleção inglesa está em ponto rebuçado para este Mundial. A passagem pela Alemanha tem permitido ao avançado - finalmente - rechear a sua vitrine de títulos. Levantar a Taça a 19 de julho seria o auge da sua bonita história, além de o colocar como sério candidato à Bola de Ouro.

Para acompanhar - Elliot Anderson

Destinado à titularidade neste torneio, o médio do Nottingham Forest coleciona grandes clubes interessados nos seus serviços. Líder em recuperações de bola na Premier League 2025/26, o seu jogo é muito mais do que isso, com evolução técnica e na chegada a zonas avançadas. A dupla com Declan Rice oferece muita potência ao setor inglês. 

Outros jogadores importantes: Reece James (Chelsea), Declan Rice (Arsenal), Jude Bellingham (Real Madrid), Bukayo Saka (Arsenal) e Marcus Rashford (FC Barcelona)


Croácia


Número de participações: 7

Melhor prestação: segundo lugar (2018)

Com tanto sucesso recente nesta prova, o mais fácil é esquecer que a Croácia tem uma população de menos de quatro milhões de habitantes. Em notório momento de transição de gerações, o repto aos mais novos nesta prova passa por honrar o fantástico legado da geração anterior. 

Há talento jovem a aparecer, mas o coletivo não parece estar a funcionar a um nível de meias-finais, fase que os croatas atingiram em 2018 e 2022. Com 40 anos e em provável despedida, Luka Modric continua a ser dono e senhor das rédeas da seleção, há muito tempo trabalhada por Zlatko Dalic.

As baixas expetativas podem até levar a nova surpresa dos croatas, habituados a serem olhados com desconfiança. Nota também pelas dúvidas no ataque, onde Petar Musa, ex-Benfica e brilhar na MLS, está envolvido na luta pela titularidade. 

O selecionador - Zlatko Dalic

Só Didier Deschamps, entre os selecionadores presentes neste Mundial, está há mais tempo no cargo. Respeitado por jogadores e população, o sucesso da seleção tem tido bastante o seu dedo, com Dalic a ser uma personagem pouco dada a brilhos e arrogâncias. O futuro está em aberto e só depende de si, num estatuto totalmente justificado.     

A figura - Luka Modrić

A saída do Real Madrid levaria a pensar num baixar da guarda, contudo, o quarentão respondeu com uma temporada bastante sólida em Milão. A inteligência está a permitir-lhe continuar em muito bom nível no avançar da carreira e a despedida de Campeonatos do Mundo tem tudo para ser bonita. Figuraça. 

Para acompanhar - Luka Vuskovic

Tem apenas 19 anos e foi um dos destaques da última Bundesliga, num empréstimo do Tottenham ao Hamburger SV. Dono de condições físicas impressionantes para a posição, o bom rendimento do defesa central não só o fortaleceu para ter destaque em Londres, como até parece ter despertado o interesse de outros emblemas fortes no contexto europeu. A titularidade no Mundial parece certa. 

Outros jogadores importantes: Josip Stanisic (Bayern), Josko Gvardiol (Manchester City), Mateo Kovacic (Manchester City), Petar Sucic (Inter) e Ivan Perisic (PSV)


Panamá


Número de participações: 2

Melhor prestação: fase de grupos (2018)

Após um interregno de oito anos, o Panamá está de regresso a Campeonatos do Mundo. É certo que o alargamento facilitou a qualificação, no entanto, é importante destacar o mérito do trabalho que tem sido desenvolvido nos últimos anos no país, com o selecionador Thomas Christiansen ao leme.

Sinal disso foram as presenças recentes na final da Gold Cup 2023 e na Liga das Nações da CONCACAF em 2024/25. Os Canaleros estão a competir cada vez melhor contra as equipas da sua confederação, através de um núcleo coeso e rotinado, sem grandes mexidas. 

No entanto, o estatuto não mudou. A seleção entra no seu grupo como a equipa menos talentosa, mas há condições para competir de melhor forma em comparação com 2018, onde não somou qualquer ponto. A veterania pode ser um problema para o futuro, mas essas dores de cabeça são para os próximos ciclos. 

O selecionador - Thomas Christiansen

Antigo internacional espanhol como jogador, o técnico foi uma aposta arrojada e forte da federação do país em 2020. Apesar da não qualificação para o último Mundial, a estrutura manteve a confiança no treinador, que justificou a confiança e levou a seleção a um crescimento notório nos últimos anos. Tempo para o ponto mais alto da sua carreira. 

A figura - Michael Murillo

Lateral com capacidade ofensiva, o jogador de 30 anos tem feito uma carreira bonita na Europa, após despontar na MLS ao serviço do New York Red Bulls. Mudou-se do Marseille para o Besiktas no passado mercado de inverno e estabeleceu-se rapidamente com titular no emblema turco. Está próximo da centena de jogos pela sua seleção. 

Para acompanhar - Adalberto Carrasquilla

Consistente e bom de bola, o médio de 27 anos é uma das figuras da seleção do Panamá. Tem feito carreira na MLS e na Liga Mexicana, com apenas uma curta passagem pela Europa ao serviço do Cartagena, de Espanha. Menos conhecido do público do velho continente, é um jogador que dá nas vistas, nem que seja pela cabeleira farta. Algumas dúvidas sobre a sua condição física, algo que o impossibilitou de jogar nos amigáveis mais recentes. 

Outros jogadores importantes: José Cordoba (Norwich), Cesar Blackman (Slovan Bratislava), Yoel Bárcenas (Mazatlán), Puma Rodríguez (Juárez) e Ismael Díaz (Club León)


Gana


Número de participações: 5

Melhor prestação: quartos de final (2010)

Uma das seleções africanas com mais história em Mundiais neste século, o Gana entra nesta prova com um misto entre experiência e juventude, com Carlos Queiroz ao leme. O objetivo, sem dúvida, passa pela chegada à fase a eliminar. 

O ciclo foi marcado por muita instabilidade. Três selecionadores - Chris Hughton e Otto Addo antes do treinador português -, eliminação na fase de grupos do CAN 2023 e qualificação falhada para a edição 2025 da maior prova de seleções do continente africano.

A tranquilidade no apuramento para o Mundial acabou por ser uma exceção no rendimento do Gana nos últimos anos. Talento existe, mas veremos se a organização e concentração vão surgir ao nível exigido.

O selecionador - Carlos Queiroz

Aos 73 anos, o Gana é mais um desafio na bonita carreira do técnico luso, que vai igualar Bora Milutinovic como os únicos técnicos presentes em cinco Mundiais, apenas atrás dos seis de Carlos Alberto Parreira. Na seleção africana, o selecionador vai ter mais talento para trabalhar em comparação com desafios recentes, mas o pouco tempo de preparação - apenas contratado em abril -  pode ser problemático. 

A figura - Antoine Semenyo

Um crescimento muito meritório na carreira, desde empréstimos a clubes de divisões secundárias em Inglaterra até uma transferência milionária esta época para o Manchester City. Com a lesão de Kudus, a exigência ainda vai aumentar mais para o extremo neste Mundial, mas Semenyo tem tudo para uma resposta positiva. O Gana tem sentido a falta de estrelas nas últimas grandes competições. 

Para acompanhar - Caleb Yirenkyi

Membro mais jovem da lista de convocados dos Black Stars, o médio de 20 anos é mais um excelente exemplo da relação estreita entre o futebol dinamarquês e algumas das academias mais conceituadas em África. Competitivo e de muita qualidade no passe, uma milionária saída do Nordsjaelland parece certa este verão e, inclusive, o FC Porto tem sido colocado na lista de interessados. 

Outros jogadores importantes: Thomas Partey (Villarreal), Iñaki Williams (Athletic), Fatawu Issahaku (Leicester City), Kamaldeen Sulemana (Atalanta) e Jordan Ayew (Leicester City)

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