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·19 mai 2026

Roberto Martínez: as declarações após convocatória para o Mundial 2026

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Após anunciar a convocatória de Portugal, Roberto Martínez já deixou as primeiras apreciações sobre as escolhas para disputar o Mundial 2026.

Opções da convocatória e promessas aos portugueses: «Para nós é um dia triste, porque temos de deixar jogadores que queríamos levar. Só podemos levar 26. Por outro lado, é um dia entusiasmante. É o início. Vamos lutar contra a história. Parafraseando o Pedro Abrunhosa, 'queremos fazer o que ainda não foi feito'. Gostávamos que todos os jogadores que estiverem na caminhada integrassem o grupo. Podemos prometer orgulho, esforço, união e vontade de sonhar. Os adeptos de Portugal podem esperar um grupo comprometido e preparado para lutar.»


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António Silva e posição de ponta de lança: «Temos cinco centrais, trabalhámos com eles e precisámos de escolher. O jogo contra o Congo, Usbequistão e Colômbia assim exigem. Escolhemos o Tomás Araújo, apesar do António fazer parte do grupo. A posição de ponta de lança, para terceiro avançado, procurámos alguém que características próximas ao nosso Diogo [Jota]. O Gonçalo Guedes é esse terceiro avançado. Pode jogar por fora e fazer movimentos interessantes. O Paulinho tem o perfil do Gonçalo Ramos e Cristiano Ronaldo.»

Pedro Gonçalves, Ricardo Horta e Mateus Fernandes não foram convocados: «Não deixámos ninguém fora. Só entram 27 na lista. O fuso horário. temperatura, etc, daquela região, exige que tenhamos mais jogadores em algumas posições, como, por exemplo, nas laterais. Nas posições interiores, Félix, Bernardo, Bruno Fernandes e Trincão foram convocados. O Ricardo Horta, o Pedro Gonçalves e o Rodrigo Mora fizeram excelentes épocas, mas tínhamos outras opções.»

Desempenho da seleção pode interferir na continuidade de Roberto Martínez?: «Eu e a Federação estamos alinhados. O mais importante é o Mundial. O futuro do selecionador pode esperar. Vamos dar tudo. A minha posição não é importante. Se fosse, até podia ter saído depois da Liga das Nações, mas o foco não é esse.

Rodrigo Mora não foi convocado e chamada de Rúben Dias: «O importante são os jogadores convocados. Os que ficaram de foram, é porque há outros na sua posição. O Rodrigo Mora é incrível, não para o futuro, é para agora. O Mundial é um ciclo e depois isso abre uma janela de oportunidade. Os jogadores que estão na seleção estão num bom momento. O Rúben Dias está preparado e acompanhamos o processo.

Em que altura fechou a convocatória e quem foi o último jogador a ser chamado?: «Só ontem tomamos as últimas decisões. O importante é não haver lesões. Fico muito satisfeito por termos ido, em março, para os Estados Unidos. Os jogadores do PSG só chegam no primeiro amigável. Agora teremos um período para desligar. Não houve último jogador a ser chamado, a escolha passou por vários critérios. O Guedes ter marcado o golo na final da Liga das Nações também teve o seu peso. A nossa seleção tem flexibilidade tática e isso reflete-se na convocatória.»

Jogadores não convocados receberam palavras de apreço?: «A parte mais difícil da equipa técnica é comunicar a um jogador que vai ficar de fora. A nossa Federação é de alto nível e isto acontece. Há decisões e momentos que temos de agir com honestidade e responsabilidade. A reação dos jogadores foi positiva e é isso que é importante.»

António Salvador revelou desilusão pela não convocatória de Ricardo Horta e escolha por Samu Costa: «Represento os presidentes dos clubes dos nossos jogadores. Sou neutro e tenho de tomar decisões difíceis. A escolha não é emotiva nem intuitiva. As escolhas são profissionais e com responsabilidade. Relativamente ao Samu Costa, o espaço da seleção tem automatismos, continuidade e poder trabalhar no aspeto tático, mas precisamos do equilíbrio e ter porta aberta para sangue novo. O Samu Costa trouxe isso em março, adorei a sua energia e garra. Está ajustado ao que precisamos para o Mundial.»

Desgaste emocional dos atletas pode ter impacto?: «Chegar à seleção é uma energia nova e desligar tudo o que aconteceu durante a época. Os jogadores experientes, que vão à seleção há muitos anos, sabem separar. O importante é terminar as épocas em geral. Temos uma média de idades boas, os jogadores tiveram 25 títulos entre eles. O importante é acabar bem a época, recuperar e desligar, para depois jogarem pela seleção.

Eli Junior Kroupi foi ponderado?: «Existiu contacto. Tentamos antes do estágio de março. Uma coisa é o jogador poder ser convocado, outra coisa é querer. Ele naquele momento queria jogar pela França e respeitámos isso.»

Favoritismo no Mundial?: «Pratico muito português, mas favoritismo para Portugal no Mundial não é uma palavra que vá ligada. Só uma seleção que já ganhou o Mundial pode ser favorita. Candidato é uma palavra melhor. Ganhámos a Liga das Nações, que é exigente. O espírito do nosso grupo merece que sonhemos, mas favorita não.»

Contacto com os jogadores não chamados: «Não é uma justificação, é uma questão de respeito. Todos eles têm um compromisso exemplar. Prefiro ligar-lhes do que verem a convocatória na televisão. Só ainda não falei com o Paulinho pela diferença horária. O aspeto pessoal é importante.»

Gestão dos jogadores do PSG: «O protocolo é claro, os jogadores, no fim da época, vão ter sete dias para desligar e estar com a família. Os jogadores só precisam de estar na Cidade do Futebol no dia do jogo frente ao Chile. Depois terão um período ótimo para se prepararem e ajudarem a equipa.»

Há confiança em Tomás Araújo e António Silva?: «No Euro 2016, o capitão não estava no relvado para ganhar a final. Todos os jogadores, os 26 mais o Ricardo Velho, podem ganhar jogos por Portugal

Jogadores que causaram preocupações físicas antes da convocatória: «Desde os jogos contra os Estados Unidos, a nossa relação com as equipas médicas é muito estreita. O Rúben Dias está há três jogos preparado. Não temos preocupações de momento.»

É este o Mundial mais difícil e emblemático da história?: «Só no fim da competição poderemos falar sobre isso. Não há melhor que o Mundial. Os melhores jogadores, os melhores palcos... vocês têm de fazer reflexões na história do futebol, etc, para nós é mais fácil. Nós temos Congo, Usbequitão e Colômbia. Ao início, é só isto. Todas essas histórias deixo para vocês.

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