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·22 janvier 2026

SPFC Demissões, Derrota, Crise, Novo Diretor de Futebol do São Paulo e mais

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SPFC Demissões, Derrota, Crise, Novo Diretor de Futebol do São Paulo e mais

O São Paulo vive uma crise pesada que mistura derrota em campo, demissões nos bastidores e a necessidade urgente de reconstruir o comando do futebol sob a presidência de Harry Massis Júnior. A tendência é de mais mudanças internas, incluindo a escolha de um novo diretor de futebol para reorganizar um departamento esvaziado e pressionado pelos resultados. Até Crespo fica na mira agora.

A renúncia de Julio Casares em meio ao processo de impeachment e às investigações por desvios financeiros e esquema de camarotes abriu um vácuo de poder que explica boa parte da turbulência atual. Com isso, Harry Massis Júnior, vice na chapa de Casares, assumiu a presidência até o fim de 2026, herdando um clube sob investigação do Ministério Público e da Polícia Civil.​

Nos bastidores, a queda de Casares foi precedida por afastamentos e saídas de nomes ligados ao esquema dos camarotes, como a diretora Mara Casares, o diretor Douglas Schwartzmann e o superintendente Marcio Carlomagno, além da troca no comando do departamento social. Essas demissões e afastamentos esvaziam a estrutura herdada de 2021 e deixam claro que Massis terá de remontar praticamente toda a cúpula executiva e política do clube.

Dentro de campo, a derrota para a Portuguesa no Morumbis por 3 a 2 aumentou a pressão sobre elenco e comissão técnica logo no início da temporada. Jonathan Calleri marcou dois gols, mas perdeu uma chance incrível praticamente sem goleiro e assumiu publicamente a responsabilidade pelo resultado, pedindo desculpas ao torcedor e dizendo que a derrota “está na conta” dele.

O tropeço veio num contexto em que o São Paulo já convive com desconfiança sobre a capacidade do elenco atual disputar títulos, algo que comentaristas como Walter Casagrande já haviam apontado ao dizer que, com esse time, o clube não briga na parte de cima das competições. A combinação de crise política, finanças apertadas e desempenho irregular faz com que cada jogo ganhe peso de “teste de resistência” para Crespo e para o grupo.

Harry Massis Júnior, empresário de 80 anos, conselheiro vitalício e sócio do clube desde 1964, assumiu o São Paulo com o discurso de pacificar o ambiente e reequilibrar as finanças. Ele é visto internamente como figura de transição, aceita inclusive por setores da oposição, justamente para conduzir o clube até 2026 em meio ao rastro da crise Casares.

Entre os desafios imediatos de Massis estão:

  • Reorganizar a governança, substituindo aliados diretos de Casares que caíram com o escândalo dos camarotes e dos saques em dinheiro vivo.
  • Redefinir a estratégia esportiva, abandonando contratações midiáticas e revisando a política de venda de atletas da base, criticada por preços baixos e operações opacas.

O departamento de futebol profissional vive um esvaziamento que torna inevitável a nomeação de um novo diretor de futebol em curto prazo. Carlos Belmonte deixou o comando do futebol após a goleada por 6 a 0 para o Fluminense em 2025, e Muricy Ramalho já sinalizou que pode se desligar, enquanto o executivo Rui Costa passou a acumular funções no setor. E Rui Costa tem pressão de queda. E agora? Quem sai? O que ocorerá daqui para frente e quais mudanças ocorrerão?

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