Zerozero
·11 juillet 2026
Uma defesa <i>aos papéis</i>: o melhor e pior da derrota do Benfica frente ao Flamengo

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·11 juillet 2026

Foi no terceiro teste de pré-época que os adeptos encarnados puderam tirar as primeiras conclusões do que poderá vir a ser o Benfica em 2026/27. Ainda com algumas baixas devido ao Mundial 2026, os encarnados perderam frente ao Flamengo, de Leonardo Jardim, por 1-2, num encontro um quanto escuro para as aspirações benfiquistas.
Naturalmente, o Flamengo apresentou-se com mais ritmo e disponibilidade física, ou não estivessem a meio da temporada. No entanto, o Benfica, que já começou a pré-época no dia 25 de junho, pareceu aquém do que seria esperado.
A turma brasileira oferece outra resistência que o Caldas SC e o Estrela da Amadora não têm, mas foi notória uma superioridade bastante acrescida por parte dos rubro-negros.
Alexander Bah: O lateral do Benfica foi o elemento que assimilou melhor a ideia de Marco Silva. À semelhança do que acontecia no Fulham, em que o defesa do lado da bola avançava com regularidade no terreno de jogo, Bah cumpriu e conseguiu encontrar várias linhas de passe no último terço. Além disso, foi um dos principais responsáveis pelo - pouco - perigo que os encarnados criaram.
Rafa: O segundo destaque fica entregue a Rafa. Com uma exibição bastante pobre da equipa do Benfica, escolher um destaque ao lado de Bah tornou-se difícil. No entanto, o extremo esteve sólido quando foi solicitado e também demonstrou capacidade defensiva em diversos momentos do jogo. Ocupou espaços diferentes em campo e conseguiu sempre ligar-se ao jogo. No entanto, é necessário voltar a frisar que se encontra aqui, já que os colegas tiveram muitas dificuldades em evidenciar-se.
António Silva: Com bola até esteve seguro, mas está em destaque pela negativa nos dois golos do Flamengo. Em ambos os lances deixou-se antecipar dentro da área. O central português até acompanha o lance de uma forma assertiva, mas, nos momentos de passe para os autores do golo, nota-se uma falha na atenção que permite ao Flamengo marcar dois tentos. É necessário melhorar.
Samuel Dahl: O sueco foi ultrapassado mais do que uma vez no seu flanco e foi por lá que o primeiro golo do encontro surgiu. Foi um lance que terminou em golo, mas poderiam ter sido mais. Nota negativa pelo posicionamento defensivo. A dinâmica com Lenglet precisa de alguma afinação...
Clément Lenglet: O francês começou o jogo bem e fez algumas coberturas importantes a Dahl. Foi, numa primeira instância, forte na construção, a ligar o jogo com passes interiores, não se cingindo apenas a passes para o lado. Com o passar dos minutos, baixou de ritmo e, consequentemente, o nível exibicional, deixando-se ultrapassar mais do que uma vez pelos adversários.
Gabriel Índio: Talvez os 17 anos justifiquem a primeira ação no jogo... Uma falha que ia custando caro ao Benfica. Não esteve em grande evidência e também tem a sua quota no segundo golo do Flamengo. A tenra idade mostra que ainda há muito para lapidar.
Jakub Kamiński: Dos três, talvez o que cometeu menos erros. Entrou aos 55' e deixou bons indicadores físicos através da velocidade e intensidade com que disputou os lances. O fraco poderio ofensivo, para o qual também contribuiu, acabou por o deixar na sombra do jogo.
Jaden Umeh: Foi uma exibição curta, mas que deixou promessas. Desinibido e destemido, não teve medo de tomar decisões e arriscou em alguns momentos em espaços curtos. Apesar de começar pelo lado esquerdo, também apareceu por zonas centrais, mas saiu durante a pausa para hidratação, ao que tudo indica, devido a lesão.
Daniel Banjaqui: Entrou para o lugar de Bah, que estava a sobressair no meio da intempérie exibicional encarnada. Tinha a tarefa mais difícil entre todos os que entraram em campo, porque o dinamarquês era o que apresentava um nível superior. No entanto, esteve sólido e deu continuidade à dinâmica ofensiva que existia do lado direito.
Rui Silva: Exibição curta, mas sólida defensivamente e com um bom critério de construção. Tentou ligar várias vezes com o médio-centro do lado contrário e teve sucesso, algo que permitiu ao Benfica progredir com maior facilidade no terreno.
José Neto: É difícil acreditar que José Neto tem apenas 18 anos. Não fosse o segundo golo ter origem do seu lado e a exibição do campeão do mundo sub-17 era uma das melhores. Não entregou nada do outro mundo, no entanto, as suas ações - simples e eficazes - conseguiram valorizar a posse de bola do Benfica.
Miguel Figueiredo: Entrou no momento da desvantagem e não teve a preponderância que poderia ter tido se o Benfica estivesse a ganhar ou a empatar. O jogo passou mais pelos flancos do que pela zona central, mas, quando requisitado, mostrou confiança e personalidade.
João Rego: Mostrou vontade, mas teve muito pouco impacto no jogo. Foi ocupar uma zona central e, à semelhança de Miguel Figueiredo, esteve a ver a bola circular mais por fora do que pela sua zona. De todos os jovens foi, talvez, o que menos conseguiu espremer algo do jogo.
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