Esporte News Mundo
·7 Mei 2026
Álbum da Copa do Mundo da Fifa não será mais da Panini

In partnership with
Yahoo sportsEsporte News Mundo
·7 Mei 2026

O álbum de figurinhas da Copa do Mundo não será mais da Panini após a edição de 2030. O motivo envolve o acordo que a Federação Internacional de Futebol (FIFA) realizou com a Fanatics, detentora da empresa de cartas colecionáveis Topps, anunciado nesta quarta-feira (07), que vale a partir de 2031 e envolve todas as demais competições organizadas pela entidade máxima do futebol.
A mudança encerra uma parceria com a Panini, marca italiana que, desde 1970, produz o álbum e as figurinhas oficiais das competições da FIFA. O encerramento se dará na Copa do Mundo de 2030 edição que marca o centenário do torneio de seleções.
De acordo com o site The Athletic, mesmo com o início dos álbuns das competições da FIFA para daqui cinco anos, a empresa poderá iniciar o sistema de debut patches em suas cartas colecionáveis a partir da Copa do Mundo de 2026, nas primeiras partidas de cada jogador.
A Fanatics pode instaurar o modelo de debut patch já usado para atletas de outros esportes como o beisebol. São itens colecionáveis de alto valor que consistem no uso de um patch (emblema) na camisa do jogador em uma partida de estreia e que, após o jogo, é removido do uniforme para ser colocado em um card autografado.
Além disso, a empresa deve iniciar a distribuição gratuita de mais de US$ 150 milhões em colecionáveis (cerca de R$ 793 milhões) ao redor do mundo, por meio de ativações e outras iniciativas, para crianças. O objetivo deste modelo, que será uma das formas de coleção além do álbum de figurinhas, é o de criar maior conexão entre o público e os jogadores por meio dos itens colecionáveis.
De acordo com Gianni Infantino, presidente da FIFA, reforçou a importância da conexão do público com times e atletas a partir de itens colecionáveis, o que justifica a parceria: “Com a Fanatics, vemos que eles estão promovendo uma enorme inovação em colecionáveis esportivos, o que oferece aos fãs uma forma nova e significativa de se conectar com seus times e com seus jogadores favoritos. Então, do ponto de vista da Fifa, podemos globalizar esse engajamento de fãs justamente graças ao nosso portfólio global de torneios. E isso fornece outra importante fonte de receita comercial que direcionamos de volta, como sempre, para o jogo, para o futebol“, declarou o dirigente suíço-italiano.
Já Michael Rubin, CEO da Fanatics, reforçou o objetivo de expansão de público da empresa e das inovações que a entrada mais aprofundada ao futebol podem trazer: “(…) Nossa grande iniciativa de crescimento e a parceria com a Fifa para fazer a Copa do Mundo, não há evento maior no mundo do que a Copa do Mundo a cada quatro anos. Achamos que, no longo prazo, o futebol global deve ser nosso maior negócio. Nosso trabalho é garantir que continuemos elevando o nível e inovando de um jeito que ninguém mais consiga“.
A Fanatics Inc. foi fundada em 2011 por Michael Rubin. É uma empresa gerada a partir da compra da Fanatics Football, empresa dos irmãos Alan e Mitchell Trager, que existia desde 1995 como um local de vendas de produtos de equipes de Jacksonville, Flórida, como o Jacksonville Jaguars, da NFL.
Atualmente, a empresa conta com três divisões, dentre elas a Topps, empresa de colecionáveis que existe desde 1938 e foi comprada pela Fanatics em janeiro de 2022 por US$ 500 milhões.







































