Gazeta Esportiva.com
·2 Februari 2026
Análise: Corinthians faz frente ao Flamengo e mostra que pode alçar voos mais altos

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O Corinthians fez frente ao Flamengo e foi campeão da Supercopa do Brasil, título que abre a temporada do futebol brasileiro. Mesmo com a diferença entre os elencos, o Timão foi superior ao rival e venceu por 2 a 0 na tarde do último domingo, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília (DF). A conquista é importante para o clube, tanto no aspecto esportivo como no financeiro.
O time começou a partida com apenas uma mudança em relação ao time que estreou no Campeonato Brasileiro: André entrou na vaga de Garro, deixando Bidon com maior liberdade no meio-campo. Com a formação, Raniele iniciou o jogo como um terceiro zagueiro, tendo Carrillo como um primeiro volante e dando oportunidade para os alas avançarem pelos lados do campo, como foi feito em alguns momentos na última temporada.
O Timão abdicou de ter a posse de bola e entregou-a ao Flamengo, que teve o controle do jogo nos primeiros 10 minutos. Ainda assim, o Corinthians tentou imputar uma marcação alta, apostando também na velocidade de Yuri Alberto e na qualidade de Bidon para sair em contra-ataques. O elenco coritiano se mostrou muito atento e ligado na marcação desde o primeiro minuto.
Fato é que o duelo não começou muito vistoso. O jogo foi muito picotado por faltas e ficou parado, por vezes, no meio-campo. Em um jogo travado, a bola parada pode fazer a diferença – e foi o que aconteceu. O Timão encontrou sua melhor oportunidade na partida no que virou uma das especialidades de casa: a bola aérea. Gustavo Henrique escorou para o meio e Gabriel Paulista estufou as redes.
O grande trunfo do Corinthians na primeira etapa foi a garra demonstrada em campo. Mesmo acometidos por virose nos dias antreriores ao duelo, os jogadores não tiraram o pé de uma dividida, e a entrada de André no meio-campo foi essencial para isso. Depois de ter aberto o placar, o Corinthians melhorou em campo e teve uma grandíssima oportunidade, em contra-ataque, desperdiçada por Memphis. É o tipo de gol que, em finais, não se pode perder. A sorte do holandês é que, hoje, o erro não custou caro.
O Corinthians recebeu uma notícia excelente no início do segundo tempo. Carrascal foi expulso por acertar uma cotovelada em Breno Bidon fora do lance de bola. Esperava-se, assim, que o Timão fosse ter a vida mais tranquila, mas não foi o que aconteceu. A equipe alvinegra passou a ser pressionada pelo rival e pecou muito na troca de passes. Quem parecia estar com um a menos era, na verdade, o Alvinegro.
Por volta dos 15 minutos, Dorival Júnior decidiu mexer na equipe. Mesmo com a vantagem no placar e um jogador a mais, o treinador decidiu apostar na ofensividade e não recuou a equipe, trocando Carrillo por Garro. Com isso, o Timão ficou em campo com o quarteto ofensivo composto por Yuri Alberto, Memphis, Garro e Bidon. A superioridade coletiva alvinegra chamou a atenção.
A partir daí, o Corinthians conseguiu diminuir o ritmo do jogo, cozinhando mais a partida e deixando o Flamengo correr atrás da bola, mas não tirou o pé de nenhuma dividida. Fato é que a defesa e o meio-campo do Timão se postaram muito bem durante os 90 minutos. Ainda que o rival tenha ficado com um a menos, os atacantes do time carioca não chegaram a oferecer grande perigo nem no primeiro tempo.
Já perto dos minutos finais, Dorival ainda mexeu mais no time, dando fluidez e novo fôlego com as entradas de Matheus Pereira e Kaio César. No segundo tempo, o Corinthians foi ainda mais dominante sobre o Flamengo, que não conseguiu produzir absolutamente nada com a bola. O Timão se impôs na marcação e soube controlar a partida, aproveitando um vacilo da defesa rival para selar o título com um gol de Yuri Alberto já nos segundos finais.
O Corinthians mostrou que, quando concentrado, pode fazer frente à qualquer time do Brasil, ainda mais apoiado pela sua torcida, que deu um show à parte nas arquibancadas do Mané Garrincha. O Timão deixou claro que pode alçar voos mais altos na temporada e brigar pelos grandes títulos se tiver organização, dentro e fora de campo. Mas o caminho, por enquanto, parece ser positivo, principalmente pelas conquistas em meio aos problemas.








































