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·7 Juli 2026
Comissão de Ética Mudada por Olten recusa pedido de representação contra ele no São Paulo

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Comissão de Ética Mudada por Olten recusa pedido de representação contra ele no São Paulo
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A Comissão de Ética do São Paulo decidiu arquivar a representação disciplinar contra o presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres de Abreu Júnior, em um caso que investigava supostas multas de trânsito e gastos com reparos em um veículo disponibilizado pelo clube ao dirigente.
O parecer, assinado pelo relator Luiz Braga, concluiu que o pedido apresentado por conselheiros era intempestivo — ou seja, protocolado fora do prazo previsto no Regimento Interno — e também não continha provas suficientes para justificar a abertura de um processo disciplinar.
O caso teve origem após reportagem da ESPN apontar que o automóvel vinculado à Presidência do Conselho Deliberativo teria acumulado 171 infrações de trânsito, além de despesas com manutenção.
Na representação, os autores pediam que Olten fosse condenado ao ressarcimento dos supostos prejuízos ao São Paulo e recebesse a pena máxima prevista pela Comissão de Ética.
Entretanto, Luiz Braga destacou que o Regimento determina que representações disciplinares sejam apresentadas em até 15 dias após o conhecimento dos fatos.
Como a reportagem foi publicada em 1º de junho e o protocolo ocorreu apenas em 17 de junho, o relator entendeu que o prazo havia se encerrado no dia 16. Além disso, lembrou que o assunto já havia sido debatido em reunião extraordinária do Conselho Deliberativo realizada no próprio dia 1º de junho, evidenciando que os conselheiros já tinham conhecimento do caso.
Mesmo entendendo que o pedido poderia ser rejeitado apenas pela questão processual, Luiz Braga analisou o mérito da representação e concluiu que as acusações não eram sustentadas pelos documentos anexados.
Segundo o parecer:
Após consulta ao sistema Renainf, o relator afirmou que apenas seis multas puderam ser comprovadas, totalizando R$ 1.024,79, valor correspondente a cerca de 1% da acusação original.
Além disso, o parecer ressalta que não há documento identificando Olten Ayres como condutor do veículo nas infrações registradas, nem comprovação de que ele tenha pago as multas ou sido formalmente cobrado pelo clube para ressarcir os valores.
Outro ponto citado foi uma divergência nas placas dos veículos mencionadas na documentação apresentada, o que impediria até mesmo confirmar que as infrações ocorreram no automóvel utilizado pelo presidente do Conselho Deliberativo.
Diante desses elementos, Luiz Braga concluiu que a representação era “manifestamente intempestiva” e “insubsistente”, determinando seu arquivamento imediato.
O arquivamento ocorre poucos dias após Olten Ayres promover mudanças na composição da Comissão de Ética.
Na última sexta-feira, o dirigente destituiu Antonio Maria Patiño Zorz da presidência do órgão e afastou o conselheiro Marcelo Felipe Nelli Soares, conhecido como Marcelo Gatto.
Para seus lugares foram nomeados Mário Celso da Silva Braga, que assumiu a presidência da Comissão, e Fábio Cesar de Souza Azambuja.
Em comunicado enviado aos conselheiros, Olten afirmou que as mudanças tinham como objetivo preservar “a credibilidade, a imparcialidade e o regular funcionamento da Comissão de Ética”.
Segundo o dirigente, Patiño teria adotado postura incompatível com a independência exigida para a função, enquanto Marcelo Gatto foi afastado em razão de manifestações públicas nas redes sociais e da exposição de seu relacionamento com o empresário Giuliano Bertolucci, cuja empresa mantém litígio judicial de elevado valor contra o São Paulo.
Apesar do arquivamento deste procedimento, Olten Ayres continua sendo investigado em outra representação disciplinar apresentada pelo presidente do São Paulo, Harry Massis.
Esse processo apura uma suposta violação ao Estatuto durante a condução dos trabalhos da comissão responsável pela reforma estatutária do clube.
Na antiga composição da Comissão de Ética, o colegiado chegou a recomendar o afastamento cautelar de Olten da presidência do Conselho Deliberativo. No entanto, o Conselho rejeitou a medida por 120 votos a 118, mantendo o dirigente no cargo.
Com a recente reformulação da Comissão, o processo precisará ser redistribuído para um novo relator antes de voltar a tramitar.







































