Críticas, corrupção interna e as saídas de Muricy, Barcellos e Arboleda: Rui Costa explana temas polêmicos no São Paulo | OneFootball

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·28 April 2026

Críticas, corrupção interna e as saídas de Muricy, Barcellos e Arboleda: Rui Costa explana temas polêmicos no São Paulo

Gambar artikel:Críticas, corrupção interna e as saídas de Muricy, Barcellos e Arboleda: Rui Costa explana temas polêmicos no São Paulo

O diretor executivo Rui Costa deu longa entrevista na noite desta segunda-feira (27), já em Bogotá, na Colômbia, onde acompanha a delegação do São Paulo para o duelo pela Sul-Americana, onde falou sobre variados, e polêmicos, temas que permeiam o clube nas últimas semanas, sempre atribuladas, dentro e fora de campo.

Em palavras à Rádio Bandeirantes, o dirigente tricolor falou sobre as fortes críticas que vem sofrendo da torcida são-paulina, respondeu sobre a corrupção interna no clube, além das polêmicas saídas de Muricy Ramalho, Allan Barcellos do time sub-20, além de, claro, a novela Arboleda.


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Confira os principais trechos:

CRÍTICAS SOFRIDAS

Eu não sei se são 20 milhões que querem minha saída, talvez sejam muitos. Esse é um ônus direto de quem trabalha em um grande clube na função que eu exerço. Eu já vivi pressões semelhantes a essa em outros clubes, já desfrutei de ambientes muito tranquilos no São Paulo, porque eu não tinha protagonismo que tenho hoje, e esse protagonismo, especialmente nesse ambiente que o futebol vive hoje, ele é muito assim do amor ao ódio, e prepondera sempre essa questão mais de uma avaliação mais contundente.

Eu tenho profundo respeito pelo torcedor de São Paulo, eu sei o quanto ele é importante, o quanto ele foi importante, principalmente quando nós conquistamos a Copa do Brasil, e eu estava aqui, eu era diretor executivo quando conquistei a Copa do Brasil, e tive, porque não tinha esse protagonismo que tenho hoje, mas percebia a satisfação do torcedor, a felicidade dele quando encontrava o torcedor na rua nos momentos que eu frequento, pequenos momentos sociais que eu tenho, porque a minha vida é praticamente o São Paulo.

E hoje ele está insatisfeito, e eu tenho que entender que essa insatisfação tem que ser uma força motriz para que eu, no meu trabalho, enquanto as pessoas que comandam o clube entendam que esse trabalho é pertinente e adequado, eu transforme essa rejeição, que eu não sei quantificar ainda, mas que evidentemente quando o câmbio em rede social é muito grande, a manifestação das torcidas, enfim, transformar isso em uma energia maior ainda para reverter esse quadro para que o torcedor, quem sabe no final do ano, daqui a alguns dias, daqui a alguns meses, possa entender que o trabalho que nós desenvolvemos, que eu desenvolvi aqui foi um trabalho que respeitou a grandeza do São Paulo.

VIU ALGUMA CORUPÇÃO?

Eu sou um profissional, não participo de relações políticas, nunca atuei em nenhum cenário político, nunca visualizei, percebi, desconfiei ou participei de qualquer ato corrupto no departamento de futebol ou em qualquer cenário do clube, porque não tenho nenhuma relação política e não houve essa prática no departamento de futebol, nem no passado e nem no presente, pelo menos enquanto estive aqui com essas pessoas.

Se depois isso vai aparecer em algum lugar, bom, aí é uma questão que não me cabe avaliar aqui, porque eu sou advogado, eu tenho formação jurídica e jamais pré-julgaria ninguém. Eu tive uma relação profissional com o presidente Casares, como tenho com o presidente Massis. Repito, não tem nenhum envolvimento com nenhum cenário político, nenhuma construção política. Sou profissional do clube e posso te garantir que nunca visualizei, participei ou percebi qualquer coisa que não fosse dentro daquilo que futebol profissional existe.

MURICY RAMALHO

O São Paulo perdeu, sem dúvida alguma. Eu perdi muito, todos nós perdemos, porque o Muricy me ensinou todos os dias no café da manhã o que era pertencer a esse clube. Nos momentos mais difíceis era com ele que eu conversava, com ele que eu me aconselhava.

E, obviamente, que a saída dele impactou não só o clube e o futebol, mas principalmente a mim, porque, repito, ele foi um grande mestre para mim naquilo que é conhecer, saber, entender a grandeza e as particularidades do clube que eu chegar e que estou aqui, repito, quase seis anos.

Então, para mim, do ponto de vista pessoal foi uma perda muito grande, mas ele já vinha fazendo um sacrifício enorme de saúde, ele vive muito intensamente o São Paulo, o futebol, ele teve que dar uma parada para cuidar do bem maior que um homem pode ter, ele é um pai de família, um avô, ele tem uma relação muito sólida com a família, muito forte.

E o São Paulo perdeu muito, eu perdi muito, todos nós, mas eu acho que ele ganhou qualidade de vida, ganhou o convívio com seus familiares. Eu continuo falando com ele quase toda semana, ele está muito presente na nossa rotina aqui. E eu espero que um dia ele possa voltar a estar no São Paulo, tomara que esteja aqui ainda, mas se eu não estiver eu tenho certeza que a presença dele no São Paulo vai ser algo muito importante para o clube, para todos nós.

SAÍDA DE ALLAN BARCELLOS

Primeiro o Allan Barcellos era um profissional vinculado à formação do São Paulo. Não sei se o torcedor tem clareza disso, e o São Paulo tem dois executivos, que é o executivo do futebol profissional e o executivo da base, que é o meu colega (Marcos) Biasotto, que é um dos grandes profissionais nessa área. O Allan Barcellos sempre trabalhou submetido a esse processo conduzido e comandado pelo Biasotto.

As poucas vezes que eu tive com o Allan foi quando ele esteve lá no centro de treinamento, e mais precisamente, quando preocupado que estava o Biasotto, ao eventual assédio do Palmeiras, ele pediu a minha ajuda e eu obviamente sentei com o Allan, conversamos com ele. Já aí, na segunda reunião com a presença do Rafinha, e nós alteramos o contrato dele de forma muito contundente. O Allan passou a ser no São Paulo talvez os mais bem pagos treinadores de formação do Brasil.

E depois disso ele tomou a decisão de pedir a emissão, ou seja, o Alan não foi demitido. O Allan foi valorizado profissionalmente e já tinha sido valorizado antes pelo próprio Biasotto. E quando se cogitou da possibilidade de ir para o Palmeiras, ele disse que preferia ficar no São Paulo.

Nós demos um aumento muito importante e o São Paulo que vive essas questões orçamentárias de forma muito conservadora, muito ortodoxa, nós conversamos com o presidente, o presidente Massis foi muito assertivo nisso e transformamos a remuneração dele numa remuneração, repito, que o colocava entre os maiores salários de treinadores de formação do Brasil. E ele, depois de um tempo, decidiu pedir demissão. Ele não foi demitido, é importante dizer isso, e uma vez desvinculado do clube, optou por ir para o Palmeiras. E essas são as, esses são os fatos. O resto, aí é interpretação.

O presidente vai manter o projeto até o momento que ele achar que esse projeto se sustenta, e não se sustenta pela pressão externa, se sustenta pelo dia a dia que ele acompanha aqui, pelo que a gente faz, pelos relatórios que compartilhamos com ele, pelo que o Rafinha fala para ele todos os dias, pelo que eu compartilho com ele, pelo trabalho que a gente vê indo para o campo.

Todos nós sabemos que o que nos mantém é o trabalho, e eu entendo que o trabalho que está sendo feito aqui num contexto de muita diversidade é positivo. Existe hoje, e eu respeito muito o torcedor de São Paulo, existe hoje uma animosidade ou até uma insatisfação que não está diretamente vinculada ao que acontece no campo. Então, quando isso entrar em sintonia eu acredito que as coisas melhorarão.

O CASO ARBOLEDA

Objetivamente, o tema Arboleda hoje é muito mais jurídico e desportivo, por conta de uma atitude dele, mas nós ainda estamos trabalhando para que, desportivamente, ele venha aqui se apresentar ao clube, dar suas justificativas, praticamente seriam inexistentes hoje, da nossa ótica, do nosso torcedor, do que nós acreditamos que seja a relação com o atleta de São Paulo tem que ser de respeito com o seu clube, com seus dirigentes, mas sobretudo com seu torcedor.

Essa relação está muito comprometida, mas o tema hoje jurídico, ele já foi notificado formalmente para se apresentar ao clube, já foi feita uma nova notificação e nós temos alguns dias ainda para que as coisas tenham um encaminhamento mais definitivo, mas eu te diria e repito que hoje o tema Arboleda está muito mais na esfera jurídica do que na esfera desportiva.

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