DOMINIODEBOLA
·12 Juni 2026
EMOCIONANTE: Campeão europeu despede-se dos relvados

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O antigo internacional português, campeão europeu por Portugal em 2016 e vencedor da Liga das Nações em 2019, foi homenageado pela Federação Portuguesa de Futebol no final de uma carreira marcada pela superação.
Aos 42 anos, o defesa-central encerra um percurso de 24 temporadas e 882 jogos, depois de passagens por vários clubes em Portugal e no estrangeiro.
Num discurso emocionado, José Fonte deixou palavras de agradecimento à família, recordando o papel decisivo dos pais, do irmão, da avó, da mulher e dos filhos ao longo da carreira.
“Estou aqui porque o meu pai me guiou”, afirmou o antigo defesa, num dos momentos mais marcantes da homenagem.
Formado em Portugal e com uma carreira construída a pulso, José Fonte tornou-se uma das figuras mais respeitadas do futebol português, tendo atingido o ponto mais alto ao serviço da Seleção Nacional.
O adeus aos relvados marca o fim de uma carreira longa, discreta e vencedora.
«Esta homenagem honra o passado e inspira quem vem a seguir. Estou aqui porque o meu pai, com a sua sabedoria, os seus conselhos e as suas palavras – por vezes duras – me guiou até ao dia de hoje. Estou aqui porque a minha mãe nunca me deixou cair, sobretudo nos dias difíceis. Foi ela que me incutiu a resiliência que me caracteriza. Estou aqui por causa do meu irmão e da nossa forte ligação. Não posso esquecer a minha avó Cecília, foi ela que apanhou o avião para Inglaterra para cuidar dos netos: os dois a tentar singrar no futebol inglês. Mesmo sem saber a língua, ia às compras sozinha, sem medo de nada, só para termos o conforto da sua companhia e da sua comida. Há, ainda, quem tenha sacrificado mais do que eu, sem nunca ter pisado um relvado: a minha mulher. Durante anos a nossa vida foi feita de distância. Eu em França, vocês em Inglaterra, com alguns meses pelo meio na China. O sucesso desta carreira é, talvez, mais dela porque foi sem aplausos», começou por dizer. «Luca e Luna, espero que me perdoem os aniversários, as peças de teatro e jogos que falhei, mas tudo o que fiz, fi-lo por vocês»,acrescentou. «Uma palavra muito especial para dois homens que acreditaram em mim. Mister Norton de Matos, que me deu a mão, aos 19 anos, acabado de ser dispensado do Sporting. Obrigado, mister. Ao mister Fernando Santos que, depois de duas dispensas, me deu a estreia por Portugal aos 30 anos. A estes dois devo momentos decisivos da minha carreira», concluiu.







































