<i>Com Fafe, ninguém fanfe</i>: a união a meio campo e a fortaleza do Municipal que fazem história na Taça | OneFootball

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·15 Januari 2026

<i>Com Fafe, ninguém fanfe</i>: a união a meio campo e a fortaleza do Municipal que fazem história na Taça

Gambar artikel:<i>Com Fafe, ninguém fanfe</i>: a união a meio campo e a fortaleza do Municipal que fazem história na Taça

Como não há duas sem três, a AD Fafe fez história. Depois de Moreirense e Arouca, o tomba gigantes fez cair o SC Braga (2-1), com estrondo, numa partida dominada pelos justiceiros quase na sua totalidade

João Santos e Carlos Daniel decidiram o jogo contra os arsenalistas numa campanha da prova rainha que, por si só, tem sido marcada por protagonistas distintos dos fafenses.


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Vasco Braga decidiu frente a Oriental e Lusitano de Évora, João Batista eliminou de livre direto o Moreirense e João Oliveira bisou de cabeça com o Arouca. João Gonçalo também merece referência, visto que só ao minuto 90+5’ do seu quarto jogo na Taça de Portugal viu a sua baliza ser violada.

Uma rara união a meio-campo

Apesar da tarefa na Liga 3 não estar a ser favas - o Fafe é quinto, com os mesmos pontos de Braga B (quarto) e Paredes (terceiro) quando faltam disputar dois jogos da fase regular -, a equipa fafense mostra uma maturidade gigante dentro das quatro linhas.

É de realçar que, do onze que iniciou o jogo com o SC Braga, apenas dois jogadores não jogaram na Segunda Liga ou acima. São eles João Gonçalo, guarda-redes habitualmente suplente, e Diogo Castro, lateral direito que subiu à Segunda Liga com o Lusitânia de Lourosa na temporada passada.

Mas há uma curiosidade ainda mais interessante, que visa o miolo justiceiro. Filipe Cardoso mais recuado, João Oliveira e Vasco Braga à frente: um meio-campo combativo e que joga bem, experiente e já bem entrosado. Os três médios portugueses já se conhecem de outros carnavais e isso nota-se dentro de campo.

Juntamente com Leandro Teixeira, defesa central, os três médios jogaram juntos no Penafiel na temporada 2022/23, em que os penafidelenses garantiram a manutenção tranquilamente na Segunda Liga. Exatamente três anos antes desta eliminatória histórica, os quatro jogadores do Fafe eram titulares diante do Torreense, no segundo escalão

Em Fafe, ninguém fanfe

Em Fafe, tem-se erguido uma fortaleza quase intransponível. Desde a chegada de Mário Ferreira, técnico de 31 anos que substituiu Joel Sampaio à quinta jornada - que não venceu nenhum jogo -, o Fafe venceu oito dos nove jogos que disputou no seu reduto.

Diante do SC Braga, a maior escala, claro, sentiu-se o ambiente fervoroso que se vive no Municipal de Fafe e ao qual quem sente não fica indiferente.

Quis o destino que as três equipas da Primeira Liga tivesses de visitar o caldeirão de Fafe. Todas caíram, todas foram inferiores à equipa da Liga 3, que fez história ao ser a primeira equipa do terceiro escalão a eliminar três equipas da Primeira Liga

O Fafe também é apenas a quinta equipa de terceiro escalão (ou inferior) a chegar às meias finais da prova rainha.

Depois de Tirsense - na temporada passada -, Caldas - em 2018, que perdeu diante do vencedor CD Aves -, Leixões - de Carlos Carvalhal em 2002 que perdeu com o Sporting no Jamor - e Lusitânia de Lourosa em 1994, o Fafe consegue o feito eliminando o SC Braga nos quartos de final.

Torreense, FC Porto e Sporting ou AFS: uma destas equipas terá de sofrer com o hostil ambiente do Municipal de Fafe nas meias finas da Taça de Portugal.

Com Fafe, ninguém Fanfe.

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