Zerozero
·13 Februari 2026
«Se estivesse com um empresário forte tinha chegado à Seleção»

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·13 Februari 2026

O '4 Cantos do Mundo' é um podcast do jornalista Diogo Matos que se uniu ao zerozero. O conceito é relativamente simples: entrevistas a jogadores/ex-jogadores portugueses que tenham passado por pelo menos quatro países no estrangeiro. Mais do que o lado desportivo, queremos conhecer também a vertente social/cultural destas experiências. Assim, para além de poder contar com uma entrevista nova nos canais do podcast nos dias 10 e 26 de cada mês, pode também ler excertos das conversas no nosso portal.
Atualmente no Athens Kallithea 2.ª divisão da Grécia, Marco Paixão viveu umas das melhores fases da sua carreira em 2013/14, altura em que fez 27 golos pelo Slask Wroclaw, da Polónia. Na sua passagem pelo nosso podcast, o avançado recordou esta parte do seu trajeto.
«A temporada 2013/14 foi a melhor parte da minha carreira. Foi brutal e foi aí que me dei a conhecer. Curiosamente, no ano anterior comecei a ler e a minha carreira mudou por completo, em termos de mentalidade dei mesmo ali uma reviravolta como jogador e como pessoa. Fiz uma grande época em Chipre e, quando me mudei para a Polónia, fui logo o melhor marcador do campeonato. Foi espetacular e falou-se muito de uma possível ida à seleção», vincou, explicando depois o motivo pelo qual tal não aconteceu:
«Nessa altura houve um jogo contra Cabo Verde no Estoril em que foram convocados jogadores menos usuais e eu pensava que ia estar, mas não estive. Entretanto, parti um osso do pé e perdi a possibilidade de concretizar dois sonhos: jogar pela Seleção e jogar numa liga top mundial, isto tendo em conta que naquela altura estava a negociar com um clube da Bundesliga.»
Ainda assim, o atacante, atualmente com 41 anos, encontra outras justificações para o facto de não ter sido internacional A. «Amargo de boca por essa estreia não ter acontecido? Sim, totalmente. O sonho de qualquer jogador é representar o seu país. No entanto, sei que o facto de essa estreia não se ter concretizado deveu-se ao nome 'Polónia', visto que a liga de lá é de nível médio. Para além disso, naquela altura não estava com um empresário forte; acredito que se estivesse com um empresário forte tinha chegado à Seleção, tal como aconteceu com outros jogadores naquela altura. De forma natural, ficou um sabor muito amargo naquela altura», rematou.









































