Tiago Silva e classificação insatisfatória ao árbitro e VAR do FC Porto-Arouca: “O Conselho de Arbitragem faz mal ao futebol” | OneFootball

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·14 Maret 2026

Tiago Silva e classificação insatisfatória ao árbitro e VAR do FC Porto-Arouca: “O Conselho de Arbitragem faz mal ao futebol”

Gambar artikel:Tiago Silva e classificação insatisfatória ao árbitro e VAR do FC Porto-Arouca: “O Conselho de Arbitragem faz mal ao futebol”

O ruído instalou-se outra vez quando o FC Porto aparece no centro da jogada decisiva. Curioso, não é? Um penálti a favor dos dragões, num lance discutível como tantos outros no futebol, bastou para reacender um debate que, mais do que procurar clareza, parece muitas vezes viver do sobressalto permanente.

Foi Tiago Silva quem resumiu a contradição com uma frase dura: “O Conselho de Arbitragem faz mal ao futebol.” É uma acusação política ao funcionamento da estrutura, não ao jogo em si, e merece ser olhada com atenção. Porque o ponto essencial não está apenas no lance entre Fofana e o Arouca. Está no critério. Ou, melhor dizendo, na falta dele.


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O comentário vai ao centro da questão quando recorda o caso de “alegado ‘ERRO CLARO E ÓBVIO’ que ninguém (repito, ninguém) conseguiu ver”. A frase é forte precisamente porque expõe uma sensação que muitos adeptos conhecem: quando o conceito de erro claro e óbvio estica ou encolhe conforme o contexto, o problema deixa de ser um lance e passa a ser o sistema. E se o sistema não consegue explicar-se com coerência, como pode pedir confiança a quem o observa?

Depois surge o contraste. No lance do penálti favorável ao FC Porto frente ao Arouca, Tiago Silva escreve: “um lance discutível que divide comentadores e a própria comunidade do futebol”. Ora, se divide comentadores, se divide adeptos, se divide leituras, então estamos precisamente no terreno da interpretação. E quando um lance é interpretativo, porque aparece de imediato a tentação de o transformar num escândalo quando beneficia o FC Porto? Não será essa também uma narrativa demasiado conveniente?

Mais à frente, a crítica torna-se ainda mais incisiva: “Isto não é critério. É confusão institucionalizada.” A formulação pode ser dura, mas o raciocínio é simples. Se numa situação o VAR intervém e recebe nota máxima apesar da polémica, e noutra não intervém e recebe nota negativa precisamente porque o lance é discutível, onde está a linha? Onde está a uniformidade? E sobretudo: quem explica ao adepto comum o que muda de caso para caso?

Convém não perder o essencial no meio do barulho. O FC Porto fez o que tinha de fazer, chegou à vantagem já perto do fim e fechou a partida com um 3-1. O resto foi a habitual amplificação de um episódio que, sendo debatível, foi rapidamente usado para alimentar suspeições e indignações seletivas. Quando a dúvida favorece outros, fala-se em interpretação. Quando cai para o lado portista, pede-se tribunal em praça pública. Coincidência?

Tiago Silva fecha com outra ideia que merece reflexão: “quando quem dirige a arbitragem se torna um fator de confusão, quem perde é sempre o mesmo: o futebol.” E aqui é difícil discordar. O FC Porto não precisa de ruído para ganhar relevância. Precisa, isso sim, de competir, de ser respeitado e de ver o jogo analisado com a mesma bitola para todos. O resto é o costume: muito barulho à volta de um clube que continua a mexer com tudo e com todos, porque o peso do Dragão nunca passa despercebido.

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