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·12 Februari 2026

Vítor Pinto: “A imagem fofinha de André Villas-Boas nunca correspondeu à realidade”

Gambar artikel:Vítor Pinto: “A imagem fofinha de André Villas-Boas nunca correspondeu à realidade”

As observações de Vítor Pinto, subdiretor do Record, voltam a colocar André Villas-Boas no epicentro do debate mediático, desta vez centrado na perceção pública do dirigente portista e nas leituras – por vezes erradas – feitas dentro e fora do universo do FC Porto.

Vítor Pinto sustenta que, ao longo do tempo, foi construída uma imagem excessivamente “suave” de Villas-Boas, afastada da sua verdadeira atitude no contexto do futebol.


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“A imagem fofinha nunca correspondeu à realidade”

O jornalista afirma que houve quem acreditasse que a entrada de Villas-Boas na presidência do FC Porto traria uma mudança de tom – menos confrontação, menor tensão e relações mais conciliatórias com adversários e com a imprensa.

Segundo Vítor Pinto, essa expectativa nunca foi realista.

“Criaram uma imagem fofinha do André Villas-Boas que nunca correspondeu à realidade.”

Na sua leitura, houve mesmo quem pensasse que o clube poderia entrar numa fase mais tranquila depois da longa presidência de Jorge Nuno Pinto da Costa, mas essa leitura desvaloriza as exigências estruturais do clube e a pressão competitiva constante que o acompanha.

Liderar o FC Porto implica confronto

O comentador recorda as dificuldades que Villas-Boas enfrentou desde a sua entrada no comando do clube, num contexto exigente e de elevada exposição mediática, e alerta que quem espera sempre um perfil diplomático poderá ficar desiludido.

Para Vítor Pinto, assumir a liderança do FC Porto passa necessariamente por momentos de tensão, confronto e afirmação institucional – parte integrante da identidade competitiva da instituição.

“Se tiver de ser o míster antipatia, será”

A frase que mais impacto teve sintetiza bem a posição do jornalista:

“Se o André Villas-Boas tiver de ser o míster antipatia para o FC Porto ser campeão, vai ser o míster antipatia até ao final da época e as épocas que forem necessárias.”

Em síntese, na interpretação de Vítor Pinto a simpatia pública é secundária perante o objetivo primordial: conquistar títulos. Se uma postura mais firme – mesmo dura – for necessária para defender os interesses do clube e lutar pela conquista de troféus, esse será o caminho escolhido.

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