Calciopédia
·18 febbraio 2026
A Juventus foi goleada pelo Galatasaray e se complicou nos playoffs da Champions League

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·18 febbraio 2026

Após 12 anos e meio, Juventus e Galatasaray voltaram a se encontrar na Champions League. Se em 2013-14 o confronto entre os times ficou marcado por uma nevasca, por um gramado em condições tenebrosas e queixas italianas de suposta falta de desportividade dos turcos, hoje, na temporada 2025-26, o time de Turim só pode olhar seus próprios erros. No jogo de ida dos playoffs desta edição, o acachapante 5 a 2 para os turcos colocou em xeque toda a evolução da equipe após a chegada de Luciano Spalletti, principalmente depois dos resultados negativos recentes, contra Inter, Lazio e, sobretudo, a derrota para a Atalanta na Coppa Italia.
Apesar dos dois gols de Koopmeiners – que, ao lado de McKennie, foram os únicos que se salvaram da partida –, a Juventus foi exposta, mais uma vez, pela ausência de uma peça específica: Bremer. Assim como contra o Leipzig na temporada passada, o brasileiro deixou o campo lesionado aos 34 minutos. A partir desse momento, Kalulu e, principalmente, Kelly foram inoperantes (para não dizer vexatórios) junto a Gatti, que substituiu o camisa 3. A expulsão de Cabal, quando os mandantes já haviam retomado a vantagem com uma das viradas do confronto, foi apenas a cereja do bolo.
Sem David, fora de última hora, Spalletti mandou a campo o time habitual. Di Gregorio no gol; Kalulu, Bremer, Kelly e Cambiaso formaram a linha defensiva. No meio-campo, Thuram, Locatelli e a surpresa Koopmeiners serviam Yildiz, Conceição e McKennie, que atuou como falso nove, mesmo com Openda à disposição. Do lado turco, o destaque era Lang, ex-Napoli, que viria a ser o homem da partida.
Não demorou para o Galatasaray colocar as cartas na mesa. Logo aos 4, Akgün finalizou de fora da área e assustou os visitantes. Dez minutos depois, os turcos pressionaram uma cobrança de lateral juventina na defesa italiana; Yildiz não dominou bem e, após confusão da zaga bianconera, a bola sobrou para Gabriel Sara. O ex-São Paulo finalizou de primeira para abrir o placar dos playoffs. Imediatamente após o gol sofrido, os italianos reagiram: Cambiaso cruzou para Kalulu e, no rebote do cabeceio, Koopmeiners apenas empurrou a bola para igualar o marcador.
Koopmeiners, com dois gols, foi um dos poucos que se salvaram na Velha Senhora (Arquivo/Juventus FC)
Aos 31 minutos, o mesmo Koopmeiners tabelou com McKennie, que devolveu para o holandês soltar um petardo da entrada da área e sacramentar a primeira virada do confronto: 2 a 1 para a Juventus, em um gol que remetia aos melhores momentos do camisa 8 na Atalanta. Pouco depois, Bremer deixou o campo em decorrência de lesão – o brasileiro até tentou permanecer, mas foi substituído por Gatti.
Os Leões não se intimidaram e viam em Osimhen, outro ex-Napoli vestindo aurirrubro, a representação de sua alcunha na partida. O atacante, constantemente especulado no time de Turim, buscava participar de todas as jogadas e, mesmo sem marcar, foi talvez o jogador mais influente do duelo, ao lado de Sara. O placar não voltou a se mover até o intervalo, apesar das chegadas perigosas de Akgün e Sallai.
Temendo nova expulsão precoce, como acontecera no dérbi com a Inter, na volta para o segundo tempo Spalletti retirou Cambiaso, que já estava amarelado, para a entrada de Cabal – substituição que marcaria o início da derrocada bianconera. Não apenas pelo ala, mas pela postura coletiva, já que a equipe não retornou com a mesma intensidade.
A defesa bianconera cometeu erros e a equipe italiana se distanciou das oitavas da Champions League (Arquivo/Juventus FC)
Apenas quatro minutos foram suficientes para escancarar o impacto da ausência de Bremer. Após a Juventus não conseguir afastar uma bola que flutuava na área, Yilmaz finalizou; Di Gregorio desviou para o meio da pequena área, facilitando para Lang empatar. Aos 59, em cobrança de falta cometida por Cabal, no lance que resultou em seu primeiro amarelo, Gabriel Sara encontrou Sánchez, que subiu livre para virar novamente o placar, agora a favor dos turcos.
Pouco depois, o que Spalletti tentara evitar aconteceu: Cabal recebeu o segundo cartão amarelo ao impedir o avanço de Yilmaz no meio-campo. A partir daí, o pouco que restava da Juventus tornou-se inexistente. Kelly foi inoperante no quarto gol, com Osimhen, atento, retomando a posse e servindo Lang. Aos 85 minutos, mais um lance de desatenção do defensor inglês resultou no quinto do Galatasaray: novamente Osimhen venceu no físico, desta vez para Boey marcar o que, moralmente, foi o provável gol da classificação dos Leões.
No que poderia ter sido a sequência mais importante da temporada, a Juventus, apesar do bom momento que ostentava, perdeu para a Inter, foi eliminada da Coppa Italia pela Atalanta e parte para a decisão na Champions League vários passos atrás de um adversário forte. A última vez que os bianconeri avançaram além das oitavas de final da competição começou com uma noite perfeita de Cristiano Ronaldo contra o Atlético de Madrid, há sete anos. Desde então, a casca europeia construída no período de hegemonia nacional se desfez e, embora uma classificação ainda seja possível, ela soa como algo próximo de um milagre.
Sem Cabal, Cambiaso e, principalmente, Bremer, a exaustão e a desatenção no Complexo Esportivo Ali Sami Yen já cobraram preço alto, independentemente do resultado do jogo de volta. Antes da decisão em Turim, no próximo dia 25, a Juventus receberá o Como em confronto direto na briga pelo G4 da Serie A.









































