Jogada10
·19 febbraio 2026
Anselmi elogia atitude do Botafogo em Potosí e projeta virada: “A história será diferente”

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O Botafogo sofreu um revés em sua estreia fora de casa, mas a postura do time agradou bastante ao seu comandante. O técnico Martín Anselmi avaliou de forma positiva a entrega dos jogadores alvinegros na derrota por 1 a 0 para o Nacional Potosí. A partida desta quarta-feira (18) ocorreu na Bolívia, sob severas condições climáticas e geográficas.
Anselmi lamentou bastante as chances de gol desperdiçadas ao longo do duelo. Contudo, o argentino fez questão de ressaltar que a equipe poderia ter conquistado um desfecho muito mais favorável. Além disso, ele adotou um tom confiante para garantir que o time mostrará sua verdadeira força na próxima semana, diante da própria torcida no Estádio Nilton Santos.
O treinador botafoguense reconheceu os erros no momento da finalização, mas preferiu focar em elogiar abertamente a atitude do grupo. Ele destacou o tremendo desgaste logístico que o elenco precisou suportar para chegar ao local isolado do confronto.
O percurso exaustivo e a severa falta de oxigênio representaram os maiores desafios da noite. Consequentemente, Anselmi valorizou a energia e o comprometimento tático dos atletas, fazendo um balanço completo das dificuldades enfrentadas:
“Erramos situações claras no primeiro tempo, também no segundo. Estou satisfeito com o esforço dos jogadores, o comprometimento, a atitude e a energia deles. Não é fácil jogar aqui, este é um dos três estádios mais altos do mundo, depois de viajar ontem para a Bolívia e hoje por três horas e meia para chegar a Potosí, e vocês sabem do que estou falando. Estou satisfeito com o desempenho deles, com esse resultado não, acho que poderíamos ter conseguido empatado ou vencido a partida se tivéssemos saído na frente no primeiro tempo. A série ainda está aberta, agora vamos jogar 90 e tantos minutos em casa e a história obviamente será bem diferente”.

Anselmi confia na virada do Botafogo no Rio de Janeiro – Foto: Vitor Silva/Botafogo
Além das pesadas questões físicas, o técnico também detalhou a estratégia mental adotada pelo time brasileiro. Anselmi revelou que a equipe precisou ter inteligência no controle da posse de bola para não esgotar as reservas energéticas em contra-ataques precipitados e ineficientes.
Ele utilizou sua própria experiência prévia, na época em que comandava o Independiente del Valle, para explicar o real peso do ar rarefeito. Mais uma vez, ele enalteceu o elevado nível de foco do elenco até o apito final:
“Não estou feliz com o resultado. Muitas coisas aconteceram como esperávamos durante a partida. Sabíamos que tínhamos que ser inteligentes no controle e no domínio da bola, pois se tentássemos contra-atacar muito rápido e nos esforçássemos e não conseguíssemos concretizar, desperdiçaríamos energia. Sei como é jogar aqui, não em Potosí, mas na altitude. E eu sei o que significa ser o time da casa, e também já vi como nossos adversários sofreram quando comandei jogos na altitude. E não estávamos a mais de quatro mil metros de altitude. Por isso, quero reconhecer e parabenizar meus jogadores pelo esforço e pela forma como se mantiveram concentrados durante toda a partida, permanecendo no jogo o tempo todo e criando oportunidades para começar vencendo ou para empatar o jogo”.









































