OneFootball
·21 aprile 2026
In partnership with
Yahoo sportsOneFootball
·21 aprile 2026
O Atlético-MG precisou redefinir a data para receber o aporte financeiro de R$ 500 milhões prometido por Rubens e Rafael Menin, acionistas majoritários da SAF do clube.
O prazo inicial estipulado pelo CEO do Galo, Pedro Daniel, era de 30 dias e se encerrava no final de abril. No entanto, devido a trâmites burocráticos que ainda precisam ser superados, a injeção de capital foi transferida para o mês de maio.
As informações são do site ge.
O caminho burocrático
Para que o dinheiro entre efetivamente nos cofres, a diretoria precisa cumprir exigências legais do clube.
O próximo passo é convocar uma reunião com o Conselho Deliberativo, o que deve ser feito até o dia 30 de abril. Após essa convocação, há um prazo obrigatório de 15 dias para que a assembleia ocorra.
Uma vez que o Conselho aprove a transação na reunião, o negócio será concluído. Por conta desses prazos, a expectativa é que tudo seja finalizado após o dia 15 de maio.
Alívio nas dívidas bancárias
O objetivo principal desta injeção de recursos é o pagamento de dívidas com bancos. Atualmente, os altos juros gerados por esses empréstimos asfixiam o orçamento do clube e prejudicam diretamente o setor operacional do futebol.
O balanço financeiro mais recente do Atlético-MG aponta uma dívida total de R$ 1,8 bilhão, sendo que quase R$ 941 milhões correspondem a pendências bancárias.
Com o aporte, a meta é reduzir essa asfixia financeira, melhorar o fluxo de caixa e dar mais tranquilidade aos investimentos no futebol.
Diluição de acionista afastado
A movimentação financeira trará um impacto importante na divisão societária da SAF alvinegra.
Pela legislação, para manterem suas atuais porcentagens de participação, os demais sócios precisariam acompanhar proporcionalmente o investimento feito pela família Menin.
É o caso de Daniel Vorcaro, banqueiro que chegou a investir R$ 300 milhões e hoje detém cerca de 20% das ações.
Vorcaro, no entanto, foi afastado do Conselho da SAF após ser preso em uma investigação envolvendo o Banco Master.
Como ele não participará dessa nova rodada de investimentos, sua fatia na sociedade será drasticamente diluída, caindo para algo entre 4% e 5%.
Ele passará a ser considerado um investidor "fantasma" no quadro de acionistas, um desfecho que o clube internamente enxerga como positivo diante do atual cenário.

📸 Pedro Vilela - 2025 Getty Images









































