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·27 maggio 2026

Coroa volta a um palácio londrino

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Depois de West Ham e Chelsea, eis que a quinta edição da Conference League termina com mais uma equipa de Londres a erguer o troféu desta prova UEFA! O Crystal Palace, inexperiente nas andanças continentais, foi mesmo até à meta e conseguiu bater o Rayo Vallecano por 1-0 na grande final.

Não foi a primeira parte mais emocionante. Talvez para os adeptos dos dois clubes, que viveram em Leipzig a primeira final europeia numa rara participação neste tipo de competições, mas de resto a dimensão da ocasião levou ao formar de um jogo com muito pouco risco e, por isso, menos entusiasmante que o esperado.


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O primeiro remate perigoso até foi dos espanhóis. Aliás, o gentílico certo é Alemão, pois foi esse avançado - brasileiro, diga-se -, que apareceu a finalizar de primeira, mas ao lado da baliza. Bem mais flagrante foi a primeira grande chance dos ingleses e do jogo, com o lateral Tyrick Mitchell a falhar de cabeça, isolado na cara do golo após um bom passe de Adam Wharton.

Águia voou no arranque do segundo tempo

Esse mesmo Wharton, internacional inglês que foi uma das surpreendentes ausências na lista final de Tuchel para o Mundial, voltou a evidenciar-se no arranque da segunda parte, com um potente remate que Augusto Batalla só conseguiu defender para a frente. Nesse momento apareceu Jean-Philippe Mateta para marcar na recarga. O francês, autor do golo da primeira vitória europeia do clube, em agosto, marcou também na grande final!

E foi mesmo um arranque demolidor do segundo tempo por parte do Crystal Palace, que por muito pouco não ampliou nos minutos seguintes. Yaremy Pino é quem mais se pode queixar de azar, tendo visto o seu livre bater em ambos os postes aos 55 e, dois minutos depois, viu Mateta desperdiçar, isolado, a sua assistência.

Os franjirrojos mantiveram-se a apenas um golo de reentrar no jogo, mas não conseguiram fazer bom uso dessa sorte. Aliás, a equipa de Iñigo Pérez até voltou a assumir a posse, como tentara no primeiro tempo, mas continuou sem conseguir criar as oportunidades de que gostaria - a maior foi mais um remate de Alemão no derradeiro lance -, deixando os homens de Oliver Glasner confortáveis com o avançar do relógio.

O apito final chegou e deu essa mesma confirmação: o Crystal Palace, clube que até esta temporada só conhecia uma eliminatória na Taça Intertoto, passa a ser um campeão europeu. É a melhor era na história deste clube, que na temporada passada levantou a Taça de Inglaterra.

Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação

Adam Wharton (Crystal Palace): Não tendo tanta bola como o colega da dupla de meio-campo (Kamada), fez melhor uso da mesma, criando várias situações de perigo - incluindo o golo e algumas das melhores oportunidades - e além disso foi fulcral sem a posse. Merecia um lugar no avião para o Mundial!

Daichi Kamada (Crystal Palace): Nem sempre é um jogador influente, pelo menos não na medida em que foi no Eintracht Frankfurt, mas esta noite voltou a conquistar um título europeu com Glasner e fê-lo com um belo controlo do jogo no centro do terreno. Um dos melhores.

Jean-Philippe Mateta (Crystal Palace): Chegou a estar muito perto de deixar o clube nos últimos mercados, mas foi ficando e teve a oportunidade de fazer o golo que deu um primeiro troféu continental ao clube. Podia ter bisado, mas já foi uma noite feliz.

Florian Lejeune (Rayo Vallecano): Dominante nos duelos, fortíssimo a impedir um adensar das dificuldades espanholas, e surpreendentemente inconformado no ataque, tendo contribuído com duas finalizações. 

Incidentes: O filme do jogo

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Onze do Crystal Palace:

Dean Henderson, Daniel Muñoz, Jaydee Canvot, Tyrick Mitchell, Maxence Lacroix, Chadi Riad, Daichi Kamada, Adam Wharton, Ismaila Sarr, Jean-Philippe Mateta, Yéremy Pino

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Onze do Rayo Vallecano:

Augusto Batalla, Andrei Ratiu, Florian Lejeune, Pep Chavarría, Óscar Valentín, Pathé Ciss, Unai López, Isi Palazón, Jorge De Frutos, Alemão, Álvaro García

1':

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Começou a partida

15':

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Não custa admitir que este não tem sido o jogo mais entusiasmante, pelo menos num quarto de hora inicial em que o nervosismo imperou. Sem surpresas, tendo em conta que se trata da primeira final europeia para ambos os clubes.

24':

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Rayo Vallecano: Alemão

nem estava à espera que a bola chegasse, mas houve uma má abordagem de Riad e o avançado brasileiro finalizou de primeira. Ligeiramente ao lado.

45 +1':

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Crystal Palace: Tyrick Mitchell

apareceu na área e respondeu de cabeça ao cruzamento de Adam Wharton, mas atirou ao lado. Tinha tudo para fazer o golo!

45 +5':

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O jogo começa a ganhar vida, com as equipas a soltarem-se mais um pouco, mas nem a ocasião flagrante de Mitchell serviu para mexer com o nulo. É um jogo equilibrado, com pouca baliza e uma ainda curta lista de acontecimentos, mas a segunda parte pode trazer momentos marcantes na história de ambos os clubes.

50':

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GOLO Crystal Palace! Jean-Philippe Mateta marca

Jean-Philippe Mateta marca o seu 2º golo na prova (12 jogos)

Está feito o primeiro! Adam Wharton rematou de fora da área, Augusto Batalla fez a recarga e Mateta apareceu no sítio certo para a recarga!

55':

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Yéremy Pino (Crystal Palace) remata ao poste!!!

Ou melhor, aos postes! O livre do espanhol bateu no poste esquerdo e depois no direito. Na recarga, também Mateta encontrou o ferro, mas esse já não contaria devido a fora de jogo de Kamada.

57':

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Crystal Palace: Jean-Philippe Mateta

aparece isolado após passe de Pino, mas a finalização, de primeira, é travada por Batalla. Mais uma grande chance!

75':

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O Rayo vai atrás do prejuízo, com alguma sorte por ter o jogo ainda ao alcance, mas para já não está a criar as oportunidades de que precisa.

90 +4':

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Rayo Vallecano: Alemão

matou no peito e criou algum entusiasmo entre os adeptos de Vallecas, mas atirou ao lado.

Fim de Jogo:

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O árbitro apita para o final da partida

Melhor em campo:

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Adam Wharton (CPFC) foi, para a redação do

zerozero

, o melhor jogador em campo. Não tendo tanta bola como o colega da dupla de meio-campo (Kamada), fez melhor uso da mesma, criando várias situações de perigo - incluindo o golo e algumas das melhores oportunidades - e além disso foi fulcral sem a posse. Merecia um lugar no avião para o Mundial.

Fim de Jogo:

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O Crystal Palace foi a melhor equipa em campo, mesmo quando teve menos bola que o adversário, e mereceu a conquista europeia. Não foi um jogo desequilibrado, de todo, mas os ingleses criaram mais e controlaram o suficiente para guardar a vantagem e chegar ao fim da época com mais um troféu. Ainda assim, nota para a belíssima campanha europeia do Rayo Vallecano.

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