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·10 marzo 2026

Entenda como um segurança virou foco do conflito entre Stabile e Tuma no Corinthians

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  1. Por Henrique Vigliotti/Redação da Central do Timão

Após a discussão entre o presidente do Corinthians Osmar Stabile e o presidente do Conselho Deliberativo Romeu Tuma Jr, durante a reunião que deveria votar a proposta de reforma do estatuto, na última segunda-feira (9), ambos os dirigentes apresentaram suas versões sobre o episódio envolvendo um profissional da segurança do clube citado em depoimentos à Polícia Civil como responsável por remover grades e liberar acessos não autorizados ao Parque São Jorge em 20 de janeiro de 2025, data em que seria votado o impeachment de Augusto Melo.

Osmar Stabile foi o primeiro a abordar o tema no plenário, acusando Tuma de exercer uma “interferência agressiva” na gestão e de supostos vazamentos deliberados e falsos à imprensa, referindo-se à reportagem publicada pelo UOL sobre a alegada contratação de Aldair Borges para integrar a equipe de segurança do Parque São Jorge, episódio que, de acordo com o veículo, provocou uma crise entre a diretoria e o presidente do Conselho.


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Foto: Henrique Vigliotti/Central do Timão

Stabile também afirmou ao plenário que se sentia coagido pela atitude do Tuma, que segundo o mandatário teria o ameaçado dizendo “ou você faz o que eu quero, ou eu vou te f…”. O presidente, então, convidou o atual diretor jurídico Pedro Soares a subir ao púlpito para confirmar sua versão.

Por sua vez, ao se manifestar publicamente sobre o caso, Tuma afirmou que possui provas sobre a contratação do segurança, que serão apresentadas detalhadamente em momento oportuno, e destacou que o profissional trabalhou no Parque São Jorge na última quinta-feira (5).

“Não vou entrar em detalhes, porque isso será apurado pela polícia, mas vou provar, pois tenho provas. A gestão havia contratado um segurança que já havia sido dispensado, a mesma pessoa que escondeu as grades durante a votação do impeachment em janeiro de 2025, quando, inclusive, alguns de vocês, repórteres, foram agredidos, atacados e coagidos“, afirmou Tuma à imprensa após o encerramento da sessão.

“Por isso vocês estão dentro do clube hoje, para não acontecer a mesma coisa. Esse mesmo funcionário, antigo e recontratado, subiu ao quinto andar no dia da invasão e desceu do elevador com algumas das pessoas que tentavam entrar na sala do presidente. E a atual gestão contratou esse cara na quinta-feira“, continuou.

Eu falei: ‘Presidente, como é que você contrata um cara que está respondendo inquéritos policiais por ter facilitado a entrada de pessoas não sócias, que agrediram conselheiros, que participou da invasão na sua sala, e você contrata a pessoa? Se você não tomar providências, não mandar embora o diretor que contratou um cara desse, sabendo de todos os problemas, você vai sofrer, porque eu vou dar uma entrevista falando disso. Ainda falei, presidente: não é ameaça, eu estou te dizendo que vou fazer isso.'”

“Porque é um absurdo: há quatro dias de uma reunião do Conselho, você contratar alguém que está sendo investigado pela polícia por ter sumido com as grades, justamente uma medida que a Polícia Militar havia combinado com o clube, para guardar as grades que seriam usadas no cerco do local. O indivíduo que desapareceu com as grades, amarrou as grades debaixo da arquibancada da Fazendinha, foi recontratado. Hoje, o presidente disse que minha versão era mentira, que eu o coagi, que o cara não foi contratado. Vou provar que foi e que a pessoa estava trabalhando aqui na sexta-feira, finalizou Tuma.

Osmar Stabile também apresentou sua versão após a reunião e reafirmou o que disse no plenário: que foi coagido, pressionado e intimidado por Tuma a tomar decisões que atenderiam exclusivamente à vontade do presidente do Conselho.

“Eu estava comendo uma pizza lá na pizzaria e ele estava em outra mesa. De repente, ocorreu uma discussão entre ele e um associado [Cicatriz], e ele passou pela mesa e falou para mim assim: ‘Olha, ou você faz desse jeito, ou faz o que eu quero, ou, desculpa a expressão, gente, eu vou te f…. A frase correta foi: eu vou te f…'”

Eu só olhei e pensei: será que ele falou isso mesmo? E então quem estava ao meu lado repetiu exatamente o que ele disse. As testemunhas presentes confirmaram que ele falou exatamente isso“, disse o presidente.

Eu fiquei muito magoado com isso. No domingo à tarde, um jornalista me disse que ele estava me acusando de ter contratado uma pessoa que escondeu as grades na época do outro presidente e que eu teria contratado essa pessoa. Eu respondi: ‘Olha, eu não sei disso. Vou verificar.’ Confirmei e disse: ‘Não houve nenhuma contratação dessa pessoa aqui, não tem nada para esconder.’ E aí eu pensei: gente, que loucura esse cara está fazendo“, complementou.

“Essa situação me deixou muito constrangido. Eu pensei: vou aproveitar que todos estão aqui e falar sobre isso, porque havia dito à imprensa e a todos que, se alguém interferisse na gestão, eu daria nome e sobrenome. Então, o nome é Romeu, e o sobrenome é Tuma“, finalizou Osmar Stabile, acusando o presidente do Conselho de interferência na gestão.

Romeu Tuma Júnior, por sua vez, afirmou que o presidente Osmar Stabile fez acusações graves contra ele e que espera que o mandatário entre com uma representação na Comissão de Ética e Disciplina do Conselho Deliberativo para que o caso seja esclarecido.

O presidente fez acusações graves, eu espero que ele represente na Comissão de Ética e Disciplina do Conselho para que eu possa responder e provar que ele mentiu“, afirmou. O presidente do Conselho acrescentou que o caso também será apurado pela polícia, que já registrou um boletim de ocorrência quando foi ameaçado pelo associado na pizzaria, e que Stabile terá de comprovar suas declarações.

De acordo com o Meu Timão, aliados de Stabile já estão preparando uma representação que será enviada a Leonardo Pantaleão, vice-presidente do Conselho Deliberativo e presidente da Comissão de Ética, contra Romeu Tuma Júnior.

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