José Mourinho: «Ganhei oito campeonatos, a época invicto conta como o nono» | OneFootball

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·26 giugno 2026

José Mourinho: «Ganhei oito campeonatos, a época invicto conta como o nono»

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Antes de se juntar ao Real Madrid e começar a trabalhar no seu regresso ao gigante espanhol, José Mourinho foi o mais recente convidado do podcast «Beast Mode On», conduzido por Adebayo Akinfenwa, antigo avançado inglês.

Nesta entrevista publicada nesta quinta-feira, o técnico português falou da passagem pelo Benfica, relembrou a conquista da UEFA Champions League pelo FC Porto e contou uma história curiosa relacionada com um antigo atleta.


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José Mourinho em discurso direto

Benfica: «Se queres uma resposta engraçada e ao mesmo tempo arrogante... ganhei oito campeonatos, mas nunca invicto. Por isso, este agora conta como o nono! [risos]. Não é um título, mas é um bom sentimento. Ajuda a arrefecer a má sensação de não ganhar o campeonato. Sabes como são os adeptos em Portugal, Espanha e Itália. Somos latinos, somos emocionais, temos de os respeitar.

Não comecei essa época, cheguei a meio, e até fizemos uma boa caminhada, mas o FC Porto ganhava, ganhava e ganhava, perderam poucos pontos. No momento em que empatas um jogo, a distância aumenta e não conseguimos apanhá-los. O sentimento de ser imbatível é bom.»

FC Porto: «Fizemos algo incrível. O facto é que, desde então, nenhum clube português voltou a ganhar, nem a jogar uma final, nem sequer uma meia-final. Isso ajuda-te a perceber a dimensão do que fizemos. Foi como tocar no céu.»

Mundial 2026: «Tenho de ser honesto: em alguns jogos, ao fim de dez minutos, desligo a televisão. Para mim, o Mundial é o topo do topo, mas uma coisa é o lado social e outra é o desporto puro. Prefiro começar a ver a sério na fase a eliminar. Na fase de grupos, às vezes é difícil manter o interesse.»

Possível oportunidade no futebol de seleções: «O meu habitat natural é o futebol de clubes. É treinar todos os dias, jogar três vezes por semana, estar com os jogadores, lutar com eles, abraçá-los. Mas quando vejo o ambiente de um Mundial ou de um Euro, é algo que quero fazer. Um dia vou estar inserido nessa realidade.»

História com uma injeção: «Não vou dizer o nome do jogador. Uma vez, estava farto de lesões e precisava apenas de um jogador para jogar, que tinha uma pequena fratura no dedo do pé. O médico disse que era só dor, que podia jogar com uma anestesia local. Disse que não conseguia jogar com dor. 

Tirei o meu sapato, tirei a meia, pus o meu pé à frente dele e disse ao médico: 'Dê-me a injeção'. O médico deu-me a anestesia no meu dedo saudável. Disse-lhe: 'Vês? Não sinto nada, tu também não vais sentir'. Ele respondeu-me que eu era maluco [risos] e não levou a injeção. Não voltou a jogar.»

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