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·9 luglio 2026

Limitação de mandatos no FC Porto é “reflexão a ser feita”

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O provedor da Santa Casa da Misericórdia do Porto admitiu que já existiu uma “troca de ideias” sobre uma eventual proposta de alteração com o presidente do FC Porto, André Villas-Boas, defensor da limitação a 12 anos, isto é, três mandatos, embora, para já, não tenham surgido novos desenvolvimentos.

“Já houve uma troca de ideias. É óbvio que, neste momento do FC Porto, há um conjunto de prioridades que ainda não permitiram esta reflexão, porque é necessário que esta seja feita. Independentemente da vontade do presidente, é algo que também vai impactar a liderança e o futuro do clube. Portanto, merece toda essa reflexão”, explicou aos jornalistas, à margem da entrega das medalhas municipais do Porto, em que foi um dos agraciados, no salão nobre dos Paços do Concelho.


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Entre os 28 distinguidos estiveram também mais duas figuras ligadas aos ‘azuis e brancos’: o ex-futebolista e diretor do futebol Jorge Costa, a título póstumo, e José Matos Fernandes, que também já presidiu à MAG portista.

Villas-Boas, homenageado com a medalha de honra municipal, não marcou presença por estar de férias, ficando a entrega da distinção para uma data posterior, tal como Carla Moreira, atleta de boccia dos ‘dragões’.

“É um orgulho, significa que a cidade reconhece o trabalho do FC Porto, ao nível dos atletas, mas também dos seus dirigentes. Poder estar aqui, também na qualidade de presidente da MAG do FC Porto e ver este reconhecimento, num ano em que o clube foi tão importante para a cidade e deu tantas alegrias aos portuenses. É a prova de que o clube e a cidade estão ligados por um cordão umbilical, isso é inevitável”, afirmou António Tavares.

O dirigente sublinhou ainda a importância de o FC Porto continuar a ser um clube de associados, como tem sido defendido por Villas-Boas em declarações recentes.

“Clubes que não são de associados, ou seja, de empresários ou empresas, passam para as mãos dos empresários ou empresas não conseguem, muitas vezes, manter a sua identidade, não conseguem manter-se muitas vezes. Vimos o que aconteceu com clubes históricos em Portugal, como o Belenenses, que muitas vezes desaparecem. É fundamental que cada sócio do FC Porto sinta que o clube é um pouco seu”, defendeu.

Por fim, António Tavares realçou o bom momento atual das relações institucionais entre o clube e a autarquia, destacando o papel do FC Porto como instituição de utilidade pública e embaixador da cidade.

“É muito importante, desde logo pela gestão das suas infraestruturas, que a Câmara Municipal do Porto esteja alinhada com o clube. Penso que agora a relação é saudável e as duas partes compreendem os objetivos e contributos que cada uma pode dar”, concluiu.

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