Portal dos Dragões
·10 maggio 2026
Maniche aponta Froholdt como principal figura do FC Porto e Pablo Rosario como maior surpresa

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Maniche olhou para a temporada do FC Porto e distribuiu elogios e reparos com a clareza de quem lê o jogo sem rodeios. O antigo internacional destacou Froholdt como principal figura da conquista, apontou Pablo Rosario como a maior surpresa e identificou aspetos estruturais que a equipa ainda pode limar para o futuro. No essencial, traçou um retrato de utilidade, equilíbrio e margem de crescimento, e garantiu: “Pablo Rosario.”
No balanço de época, Maniche foi direto ao ponto e escolheu os rostos que, aos seus olhos, melhor sintetizam o rendimento do FC Porto. Entre distinções individuais e correções coletivas, a mensagem que atravessa as suas respostas é simples: houve protagonistas claros, mas também detalhes de jogo que ainda pedem afinação.
Quando lhe pediram a principal figura do título do FC Porto, a resposta saiu sem hesitação e com foco nas qualidades que mais pesam dentro da equipa.
“Froholdt, jovem mas com maturidade acima da média. Pela sua disponibilidade, pela intensidade que coloca no jogo, a capacidade que tem em chegar em zonas de finalização.”, afirmou. “Facilidade no processo defensivo. Pela forma como equilibra a equipa.”
A escolha revela o valor que Maniche atribui ao jogador que ocupa espaço, acelera ritmos e, ao mesmo tempo, dá ordem ao coletivo. Mais do que um destaque isolado, Froholdt surge aqui como peça de ligação, dessas que ajudam a explicar porque uma equipa se sustenta.
Já sobre a maior surpresa da temporada, o antigo médio voltou a privilegiar a utilidade e a capacidade de resposta em diferentes cenários do jogo.
“Pablo Rosario. Jogador muito útil em momentos complicados, com a sua experiência e fácil adaptação a todas as dinâmicas e processos, pois jogou a lateral, central e a médio.”, sublinhou. “Jogador sempre disponível em ajudar a equipa e dar consistência à mesma.”
É uma leitura que aponta menos ao brilho e mais à fiabilidade, uma espécie de elogio de treinador feito por quem conhece o peso dos equilíbrios invisíveis. Rosario aparece, assim, como solução para vários problemas e como presença de confiança em contextos exigentes.
Na última resposta, Maniche desviou o foco dos nomes próprios e entrou no território da construção coletiva, identificando o que o FC Porto ainda pode melhorar na próxima etapa.
“Acima de tudo, a primeira fase de construção. A circulação de bola tem que ser mais rápida. Um central não pode ou não deve ter a bola nos pés mais do que quatro segundos.”, explicou. “Depois pode melhorar em termos de criatividade nos últimos 30 metros. A capacidade que os avançados têm de ter no jogo coletivo. Mas, acho que uma das coisas que o FC Porto tem que melhorar é quando tem que defender em bloco baixo e abdica de pressionar alto. Quando defende alto e homem a homem, defende muito bem, quando baixa e entra em marcação mais zonal, perde referências e fica mais exposto.”
No diagnóstico de Maniche há uma ideia de identidade: a equipa responde melhor quando encurta o campo, pressiona alto e mantém referências claras. O que falta, na sua perspetiva, é acelerar a base da construção, ganhar imaginação perto da área e não perder solidez quando o jogo a obriga a recuar.
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